29 de novembro de 1387

29 de novembro de 1387

Neste dia foi assinada uma trégua de três anos entre Portugal e Castela depois de diversas batalhas subsequentes à Batalha de Aljubarrota.

A assinatura foi feita em Monção entre D. João I de Portugal e D. João I de Castela e permitiu a Portugal reaver as praças de Olivença, Mértola, Castelo Mendo e Castelo Melhor, tendo Portugal cedido Salvaterra e Tui.

Personalidade nascida neste dia

No dia 29 de novembro de 1874 nasceu aquele que viria ser o primeiro Prémio Nobel português, António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz.

Provinha de uma família aristocrata rural, os viscondes de Baçar.

O seu tio paterno e padrinho, padre Caetano de Pina Resende Abreu e Sá Freire, insistiu para que fosse adicionado Egas Moniz ao seu apelido devido à sua descendência direta do aio de D. Afonso Henriques, Egas Moniz.

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A sua atividade médica já foi descrita sucintamente no post relativo à atribuição do prémio Nobel em 27 de outubro de 1949.

O Professor Egas Moniz também se distinguiu nas áreas política e literária, tendo sido fundador do Partido Republicano Centrista.

Foi embaixador de Portugal em Madrid em 1917 e em 1918 foi Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Em termos literários destacam-se as obras “A nossa casa” e “Confidências de um investigador científico”. Realce ainda para um notável ensaio de crítica literária sobre a obra de Júlio Dinis, publicado em 1924, no qual demonstrou que este escritor se tinha inspirado em personagens reais.

Morreu em Lisboa no dia 13 de dezembro de 1955.

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27 de outubro de 1949

27 de outubro de 1949

Neste dia foi atribuído a António Cetano de Abreu Freire Egas Moniz, médico, neurologista, investigador, professor, político e escritor, o prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina, que foi partilhado com Walter Rudolf Hess.

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Refira-se que o Prof. Egas Moniz foi proposto para o prémio Nobel por cinco vezes (1928, 1933, 1937, 1944 e 1949), tendo sido finalmente galardoado em 1949.

O prémio é-lhe atribuído pela introdução de um procedimento cirúrgico, denominado por leucotomia pré-frontal, mais tarde designado por lobotomia, que foi particularmente útil no tratamento da esquizofrenia. Refira-se que nessa época não existia um tratamento efetivo para a esquizofrenia e este procedimento tornou as consequências desta doença mais suportáveis para os doentes.

Contudo, na década de 50 do século XX a introdução de um medicamento eficaz no tratamento da esquizofrenia, clorpromazina, tornou este procedimento cirúrgico uma alternativa se a terapia medicamentosa não produzisse os efeitos desejados.

Após forte controvérsia na década de 60, este procedimento cirúrgico deixou de ser praticado, tendo inclusivamente sido exigido por alguns familiares de doentes a anulação do prémio Nobel atribuído a Egas Moniz.

Personalidade nascida neste dia

No dia 27 de outubro de 1838, nasceu em Lisboa Adolfo de Lima Mayer, que foi sócio-gerente da firma Lima Mayer e Filhos, foi responsável pela distribuição em Portugal dos explosivos Nobel, fundou a Companhia de Gás de Lisboa e o Banco Lisboa & Açores, tendo-lhe sido atribuída a comenda da Ordem Militar de Cristo no dia 19 de abril de 1879.

Adolfo de Lima Mayer mandou construir na Avenida da Liberdade o Palácio Lima Mayer, que é atualmente o Consulado de Espanha.

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Este palácio, projetado pelo arquiteto italiano Nicola Bigaglia, ganhou em 1902 o 1.º Prémio Valmor. Refira-se que nos seus jardins foi criado em 1921 o Parque Mayer, local histórico para o teatro e para a revista portuguesa.

Adolfo de Lima Mayer morreu no dia 16 de março de 1918.

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8 de outubro de 1998

8 de outubro de 1998

Neste dia a Academia Sueca anunciou a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, que assim se torna o segundo português a receber esta distinção, depois de Egas Moniz.

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Na sua nota à imprensa, a Academia Sueca refere que “José Saramago que, com parábolas portadoras de imaginação, compaixão e ironia torna constantemente compreensível uma realidade fugidia”.

As obras destacadas são, por exemplo, “Manual de Pintura e Caligrafia: um romance”, que ajuda-nos a entender o que viria a acontecer mais tarde; “Memorial do Convento”, de 1982, como o romance que o torna célebre; “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, como um dos pontos altos da sua produção literária e “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, romance sobre a vida de Jesus que encerra na sua franqueza reflexões merecedoras de atenção sobre grandes questões.

A Academia Sueca destaca também as suas última obras literárias,”Ensaio sobre a Cegueira” e “Todos os Nomes”. Considera esta academia que a sua obra literária apresenta-se como uma série de projectos onde um, mais ou menos, desaprova o outro mas onde todos representam novas tentativas de se aproximarem da realidade fugidia.

Personalidade nascida neste dia

No dia 8 de outubro de 1855 nasceu em Lisboa Domingos Pinto Coelho, oriundo de uma família de ilustres juristas, a começar pelo seu pai, Dr. Carlos Zeferino Pinto Coelho que foi dirigente do Partido Legitimista.

Durante 50 anos foi advogado da Companhia das Águas de Lisboa, tendo chegado a Presidente da Assembleia Geral. Seguiu os passos do seu pai enquanto dirigente do Partido Legitimista, tendo sido preso no dia 9 de outubro de 1910. Em 1919 participa na revolta da Monarquia do Norte e, na sequência da derrota, foi preso e levado para o Porto.

Foi o 4.º Bastonário da Ordem dos Advogados, tendo resignado com 81 anos, por motivos de saúde.

Morreu em Lisboa no dia 14 de julho de 1944.

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