Razões reais – parte XI

O Rei – árbitro nacional

A posição de chefe de estado deve ser necessariamente de imparcialidade e com um foco único: o interesse do povo que se representa. De facto, seja um regime republicano ou monárquico, em todas as suas variantes a posição de chefe de estado tem a mesma função, ou seja, a representação do povo e dos seus interesses.

Por esta razão, é fundamental a capacidade de arbitrar sem condicionalismos externos como são os interesses políticos. Ora, todos nós percebemos que num regime republicano em que o chefe de estado é eleito com o apoio de forças partidárias esta capacidade de arbitrar de forma justa é muito mais difícil e improvável, ao invés dos regimes monárquicos, nos quais o rei é o chefe de estado reconhecido por todas as forças políticas e mesmo dos que não se reveem em nenhum partido político.

De facto, “A questão aqui não se põe entre melhor e pior; põe-se entre ter e não ter.”

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