22 de agosto de 1415

22 de agosto de 1415

Na manhã deste dia, as forças portuguesas constituidas por cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos conquistaram a cidade de Ceuta sem grande resistência dos mouros.

Refira-se que nesta conquista participou a aristocracia portuguesa mais relevante do século XV, incluindo o herdeiro ao trono, D. Duarte, os infantes D. Pedro e D.Henrique, assim como o Condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Embora os resultados da conquista de Ceuta não tenham sido os esperados, a verdade é que constituiu o primeiro passo para a expansão ultramarina daquele que viria a ser o império Português.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 22 de agosto de 1823 nasceu Manoel da Rocha Romariz, que foi o fundador da Casa de Romariz ligada à produção de vinho do Porto.

A familia manteve a gestão desta casa até 1966 quando foi vendida à empresa Guimaraens & Co donos da marca Fonseca.

Morreu no dia 8 de abril de 1892 na mesma terra onde nasceu, Mafamude em Vila Nova de Gaia.

 

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4 de março de 1777

4 de março de 1777

Neste dia foi publicado o decreto régio que destituiu o marquês de Pombal de todos os seus cargos públicos.

A morte do rei D. José I conduziu ao trono D. Maria I que detestava o marquês de Pombal.

Aliás, a atitude impiedosa de Sebastião José de Carvalho e Melo no processo dos Távora por alegada tentativa de regicídio contra D. José I determinou que a nova rainha retirasse todos os poderes ao então primeiro-ministro do reino.

O marquês de Pombal partiu para o exílio na vila de Pombal, onde acabou por morrer no dia 8 de maio de 1782.

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Personalidade nascida neste dia

Nasceu no Porto no dia 4 de março de 1394 o infante D. Henrique de Avis, filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.

Ficou para a história como a figura mais importante do início das descobertas que levaram Portugal a dominar metade do mundo. Os seus feitos deixaram-lhe os cognomes de Infante de Sagres ou O Navegador.

Morreu em Sagres no dia 13 de novembro de 1460, solteiro e sem deixar descendência.

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16 de outubro de 1437

16 de outubro de 1437

Neste dia assinou-se um tratado de paz entre Portugal e os Mouros de Tânger, que permitiu os portugueses embarcar e regressar a Lisboa. Contudo, como garantia que Portugal devolveria Ceuta, o infante D. Fernando ficou como refém.

Mas aquilo a que o historiador Joaquim Veríssimo Serrão chama o desastre de Tânger, começou com o pedido de patrocínio para a cruzada contra os infiéis do rei D. Duarte ao papa Eugénio IV. Este acedeu através da bula Rex Regum, de 8 de setembro de 1436.

Foi então preparada uma frota que não excedia os 5000 homens, na qual os principais participantes eram o infante D. Henrique, o infante D. Fernando, D. Fernando I (2.º duque de Bragança, que mais tarde foi governador de Ceuta), o marechal Vasco Fernandes Coutinho, D. Álvaro de Abreu (bispo de Évora) e o meirinho-mor João Rodrigues Coutinho. O rei D. Duarte deu instruções muito precisas ao infante D. Henrique sobre a estratégia a adotar, mas que foram ignoradas em grande medida. O resultado foi o cerco feito ao exército português no dia 12 de outubro de 1437, que resultou na sua rendição. No dia 16 é assinado o tratado que permite aos portugueses embarcar para Lisboa, mas deixando para trás armas, bens e o infante D. Fernando, como penhor da entrega de Ceuta.

Depois do regresso a Lisboa, o reino decidiu não ceder aos mouros e D. Fernando foi mantido em cativeiro. Foi levado para Fez, onde escreveu ao seu irmão D. Pedro, regente do reino, a pedir a entrega de Ceuta em troca da sua libertação.

No entanto, as opiniões divididas na corte relativamente a esta matéria, que não permitiram uma solução rápida, levaram o infante D. Fernando a resignar-se e a aceitar este sacrifício em nome dos interesses nacionais, o que lhe veio a dar o epíteto de Infante Santo.

Personalidade nascida neste dia

No dia 16 de outubro de 1700 nasceu D. Luis Pedro Peregrino de Carvalho e Menezes de Ataíde, 10.º conde de Atouguia, título que lhe foi confirmado por D. João V.

Foi senhor das vilas de Peniche, Atouguia, Sernache, Monforte, Vilhães, Lomba e Paço da Ilha Deserta. Entre os muitos cargos que exerceu, contam-se o de governador e capitão-general do reino do Algarve, vice-rei do Brasil e pertenceu ao conselho de el-rei D. João V.

Casou com D. Clara Assis de Mascarenhas, filha de D. Fernando Mascarenhas, 2.º conde de Óbidos, tendo tido apenas um filho que lhe sucedeu como o 11.º conde de Atouguia.

Morreu em 1758.

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