16 de outubro de 1437

16 de outubro de 1437

Neste dia assinou-se um tratado de paz entre Portugal e os Mouros de Tânger, que permitiu os portugueses embarcar e regressar a Lisboa. Contudo, como garantia que Portugal devolveria Ceuta, o infante D. Fernando ficou como refém.

Mas aquilo a que o historiador Joaquim Veríssimo Serrão chama o desastre de Tânger, começou com o pedido de patrocínio para a cruzada contra os infiéis do rei D. Duarte ao papa Eugénio IV. Este acedeu através da bula Rex Regum, de 8 de setembro de 1436.

Foi então preparada uma frota que não excedia os 5000 homens, na qual os principais participantes eram o infante D. Henrique, o infante D. Fernando, D. Fernando I (2.º duque de Bragança, que mais tarde foi governador de Ceuta), o marechal Vasco Fernandes Coutinho, D. Álvaro de Abreu (bispo de Évora) e o meirinho-mor João Rodrigues Coutinho. O rei D. Duarte deu instruções muito precisas ao infante D. Henrique sobre a estratégia a adotar, mas que foram ignoradas em grande medida. O resultado foi o cerco feito ao exército português no dia 12 de outubro de 1437, que resultou na sua rendição. No dia 16 é assinado o tratado que permite aos portugueses embarcar para Lisboa, mas deixando para trás armas, bens e o infante D. Fernando, como penhor da entrega de Ceuta.

Depois do regresso a Lisboa, o reino decidiu não ceder aos mouros e D. Fernando foi mantido em cativeiro. Foi levado para Fez, onde escreveu ao seu irmão D. Pedro, regente do reino, a pedir a entrega de Ceuta em troca da sua libertação.

No entanto, as opiniões divididas na corte relativamente a esta matéria, que não permitiram uma solução rápida, levaram o infante D. Fernando a resignar-se e a aceitar este sacrifício em nome dos interesses nacionais, o que lhe veio a dar o epíteto de Infante Santo.

Personalidade nascida neste dia

No dia 16 de outubro de 1700 nasceu D. Luis Pedro Peregrino de Carvalho e Menezes de Ataíde, 10.º conde de Atouguia, título que lhe foi confirmado por D. João V.

Foi senhor das vilas de Peniche, Atouguia, Sernache, Monforte, Vilhães, Lomba e Paço da Ilha Deserta. Entre os muitos cargos que exerceu, contam-se o de governador e capitão-general do reino do Algarve, vice-rei do Brasil e pertenceu ao conselho de el-rei D. João V.

Casou com D. Clara Assis de Mascarenhas, filha de D. Fernando Mascarenhas, 2.º conde de Óbidos, tendo tido apenas um filho que lhe sucedeu como o 11.º conde de Atouguia.

Morreu em 1758.

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