Os princípios da doutrina monárquica – parte II

O livro Razões Reais, a que já fiz referência neste blogue, contém um conjunto de 17 princípios da doutrina monárquica.

Apesar de ser um livro que apresenta de forma simples os conceitos que suportam a convicção do regime monárquico como o mais adequado para Portugal, entendi ser relevante apresentar cada um desses princípios com base numa frase considerada por mim representativa, assim como um pequeno texto explicativo.

Para fazer a revisão da matéria dada, apresento de seguida as frases relativas aos primeiros dez princípios com a ligação direta ao artigo explicativo.

  1. A política marca um sentido na vida da nação e decide do seu futuro.
  2. Uma representação nacional autêntica terá de abranger, para aquém e além do efémero presente, a herança do passado e a projecção futura, isto é, ajustar-se à personalidade histórica da nação.
  3. O conceito da unidade monárquica não é o de unanimidade política; é o da harmonia do conjunto nacional.
  4. A Chefia do Estado requer o que Lyautey chamava <<especialização em conhecimentos gerais>>, um apurado senso prático, uma maleabilidade subtil, um agudo sentido de equilíbrio, e, sobretudo, o domínio e alguma abstracção do eu para poder interpretar a consciência pública e encarnar o sentimento colectivo.
  5. O Rei é o deputado inato de todos os que votaram mas não conseguiram eleger, e de todos os que não votaram.
  6. Na Monarquia a instituição dinástica identifica-se com a perenidade da Pátria.
  7. Porque a Realeza foi uma emenda e um avanço – um inteligente avanço! – à primitiva forma eleitoral, temos ou não inteira razão em dizer que o preconceito republicano da escolha tem o significado de um retrocesso?
  8. O facto indiscutível, por ser visível, é que o abuso do Poder deriva mais facilmente das chefias de Estado preenchidas por eleição e menos das de origem hereditária. É a realidade que o mostra.
  9. …mas que a Realeza custasse tanto ou mais que a Presidência, se nos poupava aos prejuízos monetários e morais das repetidas campanhas eleitorais, sairia, feitas bem essas contas e todas as outras, uma forma de governo mais económica e também mais vantajosa à Nação.
  10. Qualquer cidadão que se elevasse pelos seus méritos ou pelos seus feitos distintos ao serviço da comunidade pátria, podia ascender à Nobreza.

Nos próximos dias apresentarei os sete princípios restantes.