11 de julho de 1828

11 de julho de 1828

O reinado de D. Miguel I iniciou-se neste dia e terminou a 26 de maio de 1834.

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Apesar de ter sido acusado pelo Partido Constitucionalista de usurpar o trono, as Leis Fundamentais do Reino referiam que quando um príncipe herdeiro levantasse as armas contra Portugal ou ascendesse ao trono de um país estrangeiro perderia o direito ao trono português, ou seja, D. Pedro I tinha perdido o direito à coroa portuguesa ao declarar a independência do Brasil.

Por esta razão, passaria a ser D. Miguel I o legítimo sucessor de D. João VI, aclamação que veio a ser concretizada pelas Cortes no dia 11 de julho de 1828.

A este rei foram atribuídos os cognomes de o Absolutista ou o Usurpador, por força desta polémica. Para os seus apoiantes o cognome adequado era o Tradicionalista por ter sido aclamado em Cortes.

Personalidade nascida neste dia

No dia 11 de julho de 1822 nasceu António Maria da Luz de Carvalho Daun e Lorena.

Foi moço fidalgo do reino e chefe do Partido Legitimista, que nos séculos XIX e XX defenderam a causa do rei D. Miguel I contra D. Pedro IV de Portugal e D. Maria II.

Casou com D. Maria Joana Ludovice Curvo Semedo Delgado, descendente do célebre Geraldo Sem Pavor, o conquistador da cidade de Évora.

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8 de outubro de 1998

8 de outubro de 1998

Neste dia a Academia Sueca anunciou a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, que assim se torna o segundo português a receber esta distinção, depois de Egas Moniz.

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Na sua nota à imprensa, a Academia Sueca refere que “José Saramago que, com parábolas portadoras de imaginação, compaixão e ironia torna constantemente compreensível uma realidade fugidia”.

As obras destacadas são, por exemplo, “Manual de Pintura e Caligrafia: um romance”, que ajuda-nos a entender o que viria a acontecer mais tarde; “Memorial do Convento”, de 1982, como o romance que o torna célebre; “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, como um dos pontos altos da sua produção literária e “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, romance sobre a vida de Jesus que encerra na sua franqueza reflexões merecedoras de atenção sobre grandes questões.

A Academia Sueca destaca também as suas última obras literárias,”Ensaio sobre a Cegueira” e “Todos os Nomes”. Considera esta academia que a sua obra literária apresenta-se como uma série de projectos onde um, mais ou menos, desaprova o outro mas onde todos representam novas tentativas de se aproximarem da realidade fugidia.

Personalidade nascida neste dia

No dia 8 de outubro de 1855 nasceu em Lisboa Domingos Pinto Coelho, oriundo de uma família de ilustres juristas, a começar pelo seu pai, Dr. Carlos Zeferino Pinto Coelho que foi dirigente do Partido Legitimista.

Durante 50 anos foi advogado da Companhia das Águas de Lisboa, tendo chegado a Presidente da Assembleia Geral. Seguiu os passos do seu pai enquanto dirigente do Partido Legitimista, tendo sido preso no dia 9 de outubro de 1910. Em 1919 participa na revolta da Monarquia do Norte e, na sequência da derrota, foi preso e levado para o Porto.

Foi o 4.º Bastonário da Ordem dos Advogados, tendo resignado com 81 anos, por motivos de saúde.

Morreu em Lisboa no dia 14 de julho de 1944.

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