7 de agosto de 1794

7 de agosto de 1794

Neste dia teve lugar em Portugal o último auto-de-fé, 254 anos depois do primeiro que ocorreu no dia 20 de setembro de 1540.

O último auto-de-fé pela inquisição espanhola só aconteceu em 1826, ou seja, Portugal eliminou esta prática três décadas antes.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 7 de agosto de 1911 nasceu em Ansião o poeta Políbio Gomes dos Santos.

Morreu muito cedo de tuberculose no dia 3 de agosto de 1939, ou seja, ainda antes de completar 28 anos.

A sua Magnum opus é Poemas.

Apesar da sua vida muito curta foi colaborador da revista Presença e fez parte do grupo Novo Cancioneiro.

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6 de agosto de 1661

6 de agosto de 1661

Neste dia Portugal e a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos (Holanda) assinaram um tratado de paz em Haia, que ficou conhecido como a Paz de Haia.

Com este tratado Portugal recuperou os territórios ocupados pelos holandeses no Brasil, viu reconhecida a sua soberania sobre Angola e, além de ter pago quatro milhões de cruzados (cerca de 4,5 toneladas de ouro), a nação lusa cedeu o Ceilão e as Malabar aos holandeses.

Personalidade nascida neste dia

No dia 6 de agosto de 1930 nasceu o poeta Albano Dias Martins na aldeia de Telhado no concelho do Fundão.

Profissionalmente foi professor do Ensino Secundário e inspetor-coordenador da Inspeção-Geral de Ensino.

Fundou a revista literária Árvore publicada em Lisboa entre 1951 e 1953.

Atualmente é professor na Universidade Fernando Pessoa no Porto.

A sua grande obra é Três poemas de amor.

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30 de julho de 1848

30 de julho de 1848

Neste dia foi inaugurada a iluminação pública a gás em Lisboa no Chiado com 26 candeeiros que pertenciam à Companhia Lisbonense d’Iluminação a Gaz.

Personalidade nascida neste dia

No dia 30 de julho de 1878 nasceu o poeta e jornalista português, António Corrêa d’Oliveira.

Publicou as suas obras durante mais de 60 anos, tendo começado com 16 anos e com uma obra denominada Ladainha.

A sua grande obra é, de acordo com muitos, Tentações de Sam Frei Gil e Verbo Ser e Verbo Amar.

Foi um poeta do Saudosismo, ligado ao Integralismo Lusitano e a revistas como a Seara Nova.

Não se pode falar deste poeta sem mencionar que foi nomeado para o Prémio Nobel da Literatura quinze vezes, sendo o português que mais nomeações teve até hoje.

Morreu com 81 anos em 1960.

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1 de julho de 1867

1 de julho de 1867

Neste dia Portugal aboliu formalmente a pena de morte, tendo sido o segundo estado da Europa moderna a fazê-lo a seguir ao Grão-Ducado da Toscana.

Esta abolição aplicava-se apenas aos crimes civis, ou seja, manteve-se no Código de Justiça Militar.

A Constituição Portuguesa considera atualmente a pena de morte um ato proibido e ilegal (alínea 2 do artigo 24.º).

Personalidade nascida neste dia 

No dia 1 de julho de 1920 nasceu a maior fadista portuguesa, de seu nome Amália da Piedade Rodrigues.

A sua notoriedade garantiu-lhe a presença no Panteão Nacional, monumento onde jazem os portugueses mais ilustres.

É impossível fazer uma descrição resumida da carreira artística de Amália Rodrigues, dada a sua variedade e grandeza.

Contudo, impõe-se destacar que uma das suas grandes contribuições para o fado foi ter cantado poemas dos grandes autores portugueses como Luís de Camões, David Mourão Ferreira ou José Carlos Ary dos Santos, para mencionar apenas alguns.

Foi artista de revista e de cinema, além de enorme fadista.

Deu inúmeros espetáculos em Portugal e no estrangeiro e granjeou uma notoriedade internacional difícil de equiparar.

O reconhecimento nacional e internacional traduziu-se nas cinco condecorações nacionais das ordens honoríficas de Sant’Iago da Espada e do Infante D. Henrique e nas cinco condecorações de ordens estrangeiras de países como França, Líbano e Espanha.

Morreu repentinamente no dia 6 de outubro de 1999 na sua casa de Lisboa depois de ter regressado de férias da sua casa no litoral alentejano.

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António de Cabedo

Um grande poeta esquecido

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A cidade de Setúbal viu nascer António de Cabedo por volta de 1530 na ilustre família dos Cabedos. Era um dos cinco filhos de Jorge de Cabedo e Teresa Pinheiro.

Foi bisneto de Diogo de Cabedo, filho de um morgado das Astúrias e o primeiro com este apelido em Portugal, que serviu o Infante D. Pedro, 1.º Duque de Coimbra, na sua viagem pela Europa. Mais tarde esteve ao serviço do Infante D. Fernando, 2.º Duque de Viseu e pai do rei D. Manuel I, que viveu em Setúbal.

Foi nesta cidade que Diogo de Cabedo fixou residência, casou com Brites Eanes Mousinho (Brites Ana Mouzinho, de acordo com Fernando Falcão Machado) e deste modo começou a história dos Cabedos de Setúbal.

António de Cabedo foi um poeta novilatino, cuja obra não é muito conhecida uma vez que morreu muito cedo, com cerca de 25 anos, estimando-se que a sua morte terá acontecido entre os anos de 1554 e 1557. Além de ter morrido muito cedo, acresce ainda o facto de ter sido confundido com o filho homónimo do seu irmão, Miguel de Cabedo.

Refira-se ainda que este seu irmão e o seu primo Diogo Mendes de Vasconcelos, foram também poetas novilatinos, além de juristas muito conceituados.

A sua mãe era irmã de D. Gonçalo Pinheiro, que foi bispo de Viseu, de Sanfim e de Tânger, além de embaixador de Portugal na corte francesa de D. Francisco I.

Este tio foi o grande responsável pela sua educação, tendo enviado António de Cabedo para o colégio da Guiena em Bordéus onde estudou Artes durante três anos. Durante este período ficou alojado na casa do Mestre João da Costa. Estudou ainda em Paris e na Universidade de Coimbra, tendo obtido o grau de bacharel em Cânones no dia 18 de julho de 1554.

Na capital francesa viveu no Colégio de Santa Bárbara, na casa do Mestre Sebastião Rodrigues, tendo também morado durante algum tempo em casa de um bedel da Faculdade de Cânones, onde teve por companheiro D. Lopo de Almeida.

Regressou a Portugal no final de junho de 1548 com o seu tio D. Gonçalo Pinheiro e os seus primos Miguel e Diogo.

Nesse mesmo ano António de Cabedo ficou a viver em Coimbra e a estudar Direito Canónico.

Em simultâneo com os estudos seguiu a carreira eclesástica e no ano de 1550 já era prior da Igreja do Salvador da Trofa. Refira-se que esta ligação à Trofa (Trofa do Vouga, ou seja, perto de Águeda) deveu-se muito provavelmente à influência do cunhado João Gomes de Lemos, senhor da Trofa, casado com a sua irmã, Leonor Pinheiro.

No dia 18 de julho de 1554 fez o exame para bacharel em Cânones na presença do Senhor Doutor Martim de Azpilcueta.

As referências em documentos a António de Cabedo terminam aqui, levando a supor que não terá vivido muito mais tempo.

De facto, se for considerado que no dia 11 de junho de 1557 morreu o rei D. João III e que não há registos de qualquer epitáfio deste poeta à morte do monarca, pode deduzir-se que António de Cabedo já teria morrido.

Os seus restos mortais estarão na sepultura dos Cabedos em Santa Maria da Graça de Setúbal.

O seu sobrinho, Gonçalo Mendes de Vasconcelos, filho de Miguel de Cabedo e Leonor Pinheiro de Vasconcelos, foi o responsável pela publicação da sua obra literária na edição de 1597 do De antiquitatibus Lusitaniae de André de Resende, reimpressa no volume I do Corpus illustrium poetarum latinorum qui latine scripserunt, obra editada em 1745 por António dos Reis e Manuel Monteiro.

A sua obra consagrou-o como um dos muitos humanistas que em latim escreveram sobre os grandes feitos dos portugueses durante os descobrimentos, sendo considerado um dos elementos mais importantes da intelectualidade do reinado de D. João III.

A sua obra foi amplamente elogiada por Barbosa Machado e pelo padre Manuel Monteiro no século XVIII.

O estudo da sua poesia dá a antever que António de Cabedo era provavelmente um jovem melancólico, com uma vida muito triste, quem sabe por causa de alguma doença grave.

Os seus poemas não escondem as suas origens nobres, defendendo, por exemplo, a permanência dos portugueses em África, em detrimento da presença no Brasil e no Oriente, se assim fosse necessário. Aliás, mais tarde é Luís de Camões que no episódio do Velho do Restelo defende a mesma ideia.

No mesmo sentido constata-se que a poesia de António de Cabedo, tal como a Luís de Camões mais tarde, consagra na história de Portugal essencialmente os feitos guerreiros como a expulsão dos godos e dos mouros e a conquista das Índias e das praças africanas.

Muito terá contribuído também para a poesia de António de Cabedo e de outros poetas humanistas o contexto histórico em que viviam, caracterizado pelos receios da perda da soberania portuguesa e pelo fracasso dos resultados da estratégia portuguesa em África.

Com efeito, os estudos efetuados à poesia de António de Cabedo consubstanciam-no como um representante central das especificidades do humanismo português (humanista e conquistador), influência que vamos encontrar duas décadas mais tarde na poesia de Luís de Camões.

Não é assim exagero considerar que António de Cabedo antecipou a poesia daquele que ainda hoje é considerado o expoente mais alto da poesia portuguesa.

Na sua obra consta, por exemplo, o poema intitulado Fontellum que retrata o encantamento que sentiu aquando da sua passagem pelo Fontelo em Viseu antes da vinda do seu tio, D. Gonçalo Pinheiro,  como bispo daquela cidade.

A sua visita ao Fontelo aconteceu muito provavelmente no ano de 1553, tendo o poema sido escrito durante os meses de agosto e setembro desse ano. O seu tio, D. Gonçalo Pinheiro, foi o responsável pela recuperação da casa e do parque do Fontelo aquando do exercício do seu bispado na cidade de Viriato.

Na sua obra encontram-se também referências à morte do príncipe D. João de Portugal no dia 2 de janeiro de 1554, aos soldados portugueses mortos em Ceuta ou à peste que ocorreu na região do Vouga.

Veja-se por exemplo Epicedium in milites ad Septam occisos, que relata a morte de trezentos e sete soldados portugueses em Ceuta no dia 18 de abril de 1553, entre os quais D. António de Noronha, filho de Francisco de Noronha, este último seu companheiro de viagem e do tio D. Gonçalo Pinheiro no regresso a Portugal em 1548.

Como já foi referido, as suas origens nobres com a vertente conquistadora de África levaram-no a incluir na sua obra também o abandono de D. João III de algumas praças africanas.

O poeta António de Cabedo teve uma amizade muito forte com Inácio de Morais, outro poeta novilatino nascido em Bragança no início do século XVI.

Este seu amigo, mestre em Artes com estudos feitos em Paris e Lovaina, também tirou o curso de Leis na Universidade de Coimbra paralelamente aos estudos de António de Cabedo em Cânones.

Terá sido nesta universidade que se encontraram e iniciaram a sua amizade, que está patente nas poesias que dedicaram um ao outro.

É assim que sabemos que António de Cabedo considerava Inácio de Morais uma pessoa bondosa e altruísta.

Relativamente aos poemas de Inácio de Morais dedicados a António de Cabedo, conhecem-se duas composições escritas aquando da morte deste último. As composições em causa são Antonii Cabedii celeberrimi poetae, Ignatii Moralis elegiaEiusdem tumulus.

Nestas composições Inácio de Morais qualifica o seu amigo António de Cabedo como uma pessoa muito moderada, pura e simples, com extrema dedicação aos estudos e com uma veia poética assinalável.

O poeta Inácio de Morais lamentou profundamente a morte prematura do seu amigo, que lhe “roubou” a fama que lhe estava reservada.

No epitáfio que lhe dirigiu retratou com grande rigor quem era António de Cabedo: homem de origem nobre, afável e honesto.

Referências bibliográficas

Affonso, Domingos de Araujo e Valdez, Rui Dique Travassos (1934). Livro de Oiro da Nobreza, Tomo III: 614

Couto, Aires Pereira do (1992). António de Cabedo – poeta novilatino. MÁTHESIS, Volume I: 193-219

Couto, Aires Pereira do (1994). O Poema Fontellum de António de Cabedo. HVMANITAS, Volume XLVI: 333-349

Couto, Aires Pereira do (1996). Inácio de Morais e António de Cabedo: uma amizade prematuramente interrompida pela parca. MÁTHESISVolume V: 265-276

Machado, Fernando Falcão (1953). Os Cabedos de Setúbal. Separata dos n.os 24/25 do Boletim da Junta de Província da Estremadura

Tannus, Carlos António Kalil (1988). Um poeta latino do século XVI: António de Cabedo. Tese de doutoramento em Língua e Literatura Latina, Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Tannus, Carlos António Kalil (1992). António de Cabedo: A cara e a coroa. HVMANITAS, Volumes XLIII-XLIV: 439-447

Miguel de Cabedo

Homem de leis e poeta

A cidade de Setúbal viu nascer muitos portugueses ilustres, tendo sido já destacado  neste blogue o poeta novilatino António de Cabedo.

Um desses portugueses ilustres foi Miguel de Cabedo, irmão do poeta atrás referido, que nasceu na cidade do Sado em 1525 e faleceu em Lisboa em abril de 1577.

Tal como o irmão António, em 1538, chamado pelo seu tio D. Gonçalo Pinheiro, foi estudar para França para o Colégio da Guiena em Bordéus, onde esteve dois anos. Entre 1540 e Maio de 1542 estudou na Universidade de Toulouse. Em 1542 regressou a Portugal e frequentou a Universidade de Coimbra. Voltou a França em 1545, onde estudou Direito Canónico na Universidade de Paris e se licenciou em Direito Civil na Universidade de Orléans em 1548.

Regressou a Portugal ainda nesse ano e entrou na magistratura. Fez o doutoramento em Leis em 1559 na Universidade de Coimbra.

Desempenhou o cargo de desembargador da Casa da Suplicação (tribunal supremo do reino de Portugal) a partir de março de 1565 e a partir de julho de 1575, o de desembargador dos Agravos.

Em 1571 foi um dos membros da alçada enviada por D. Sebastião a Entre Douro e Minho e à Beira.

No seu percurso ao serviço do reino de Portugal foi ainda nomeado por D. Sebastião como membro de um triunvirato instituído para o governo económico da cidade de Lisboa.

Tal como o seu irmão, António de Cabedo, Miguel de Cabedo produziu obra poética novilatina, publicada pelo seu filho Gonçalo Mendes de Vasconcelos que lhe juntou uma Vita do pai no final da edição de 1597 do livro De antiquitatibus, de André de Resende.

Os seus versos, com um resumo da Vita e algumas cartas foram reimpressos no volume I do Corpus íllustrium poetarum lusitanorum qui latine scripserunt…, editado em 1745 por António dos Reis e Manuel Monteiro.

Diz Barbosa Machado na sua Biblioteca Lusitana, Coimbra. Atlântida Editora, 1965-1967, voI. III. p. 468 a respeito de Miguel de Cabedo:

Foy insigne Poeta latino admirando-se nos seus versos a elegância, suavidade e cadência dos primeiros corifeos desta divina Arte. 

Miguel de Cabedo, tal como o seu irmão António, foi um poeta humanista de grande qualidade, autor de poemas como In nuptias Serenissimorum Principum Ioannis et Ioannae, relativo ao casamento dos príncipes João e Joana, ou In partum Ioannae Serenissimae Lusitaniae Principis, relacionado com o nascimento de D. Sebastião.

Referências bibliográficas

Couto, Aires Pereira do (1992). António de Cabedo – poeta novilatino. MÁTHESIS, Volume I: 193-219

Tannus, Carlos António Kalil (2007). Um olhar sobre a Literatura Novilatina em Portugal. Calíope – Presença Clássica, 13-31

16 de junho de 1373

16 de junho de 1373

Nesta data foi assinado em Londres um tratado entre os reis de Portugal, D. Fernando, e de Inglaterra, Eduardo III, que veio a confirmar o Tratado de Tagilde.

Este último, assinado em 10 de julho de 1372, foi o primeiro fundamento jurídico da Aliança Luso-Britânica que ainda hoje perdura como a mais antiga relação diplomática entre dois países ainda em vigor.

Personalidade nascida neste dia

No dia 16 de junho de 1792 nasceu Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque, militar, engenheiro, poeta, cientista e político português.

Entre as muitas funções que exerceu destacam-se a de ministro do Reino, provedor da Casa da Moeda e governador da Madeira.

Foi um destacado apoiante da causa liberal, atitude que lhe valeu o exílio em França, no Brasil e nos Açores.

Foi também membro da Academia Real das Ciências de Lisboa e publicou em 1824 o Curso Elementar de Física e Química, que foi o primeiro do género em Portugal.

Nas suas ações militares foi aliado de Sá da Bandeira e do Conde do Lavradio na Patuleia.

Ficou gravemente ferido na batalha de Torres Vedras e acabou por morrer no dia 27 de dezembro de 1846. Está enterrado na igreja de S.Pedro de Torres Vedras.

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13 de junho de 1373

13 de junho de 1373

Neste dia foi assinada a mais antiga aliança diplomática ainda em vigor entre os reinos de Portugal e Inglaterra.

 

Apesar de muitos críticos considerarem que esta aliança era muito desvantajosa para o reino lusitano, a verdade é que Portugal beneficiou em momentos muito críticos da sua história como foram as invasões francesas.

Por outro lado, Portugal também ajudou a Inglaterra, por exemplo durante a Pirmeira Grande Guerra.

Personalidade nascida neste dia

No dia 13 de junho de 1888 nasceu um dos maiores poetas portugueses, Fernando António Nogueira Pessoa.

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Além de poeta, era escritor, astrólogo, crítico e tradutor. Beneficiou da sua educação na África do Sul para dominar a língua inglesa e ser considerado internacionalmente como um dos melhores escritores da sua época.

A sua obra poética é dominada pelos seus heterónimos (Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Bernardo Soares) que, de acordo com o poeta americano Robert Hass, representava a invenção de poetas inteiros por parte de Fernando Pessoa ao contrário de outros modernistas que apenas inventavam máscaras para falar ocasionalmente.

De tudo o que escreveu é consensual destacar-se as obras O Livro do Desassossego Mensagem.

Morreu no dia 30 de novembro de 1935 de cirrose hepática ou de pancreatite aguda, deixando uma arca com mais de 25 000 páginas manuscritas.

Escreveu na língua inglesa a sua última frase no dia anterior à sua morte:

I know not what tomorrow will bring

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10 de junho de 1580

10 de junho de 1580

Neste dia morreu o maior poeta português, Luís Vaz de Camões.

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Ironicamente, aquele que escreveu a grande obra épica dos feitos do povo lusitano morreu no ano em que Filipe II de Espanha, mais tarde Filipe I de Portugal, se tornou também monarca de Portugal iniciando uma ocupação do território português que durou 60 anos até 1 de dezembro de 1640.

Personalidade nascida neste dia

No dia 10 de junho de 1906 nasceu o médico e investigador português, Mário Corino da Costa Andrade.

Foi um dos grandes expoentes da neurologia portuguesa do século XX, tendo sido o primeiro cientista a identificar a paramiloidose, hoje conhecida como a doença de Andrade ou Corino-Andrade.

Foi também o primeiro diretor e um dos fundadores do Instituto das Ciências Biomédicas Abel Salazar.

Morreu no dia 16 de junho de 2005 depois de completar 99 anos.

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9 de junho de 1448

9 de junho de 1448

Neste dia D. Afonso V assumiu o trono a que tinha ascendido com seis anos de idade.

Com efeito, até atingir a maioridade a sua mãe assumiu inicialmente a regência que depois foi para o seu tio D. Pedro, Duque de Coimbra.

Ao assumir o trono anulou todos os editais aprovados pela regência e, com a ajuda do seu tio D. Afonso I, Duque de Bragança, declarou D. Pedro inimigo do reino e derrotou-o na batalha de Alfarrobeira.

Personalidade nascida neste dia

No dia 9 de junho de 1900 nasceu na cidade invicta o escritor e poeta português, José Gomes Ferreira.

Ainda muito jovem colaborou com Fernando Pessoa na elaboração de um soneto para a revista Ressurreição.

Politicamente sempre se revelou uma homem de esquerda, tendo inclusivamente sido candidato às eleições legislativas de 1979 pela Aliança do Povo Unido (APU). Mais tarde aderiu ao Partido Comunista Português (PCP).

Deixou uma obra vastíssima, publicada entre 1918 e 1990, sendo considerada a sua maior obra a crónica de 1977 Intervenção Sonâmbula.

No conjunto de prémios e homenagens que recebeu destacam-se a atribuição do grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada a 9 de abril de 1981 e do grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade a 1 de outubro de 1985.

Morreu em Lisboa no dia 8 de fevereiro de 1985.

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