8 de agosto de 1901

8 de agosto de 1901

Neste dia foi publicada a última lei eleitoral da monarquia, que teve como autor Ernesto Hintze Ribeiro.

Nesta data este político português era Presidente do Conselho de Ministros, cargo que acumulava com a pasta da administração interna.

Personalidade nascida neste dia

No dia 8 de agosto de 1775 nasceu Joaquim Mourão Garcez Palha.

Foi um político português, tendo exercido os cargos de 48.º governador de Macau entre 1825 e 1827 e 90.º governador da Índia no período de 1843 a 1844.

Morreu no dia 26 de julho de 1850.

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22 de julho de 1916

22 de julho de 1916

Neste dia foi constituído o Corpo Expedicionário Português em Tancos com cerca de 30000 homens.

Foi o General Norton de Matos, ministro da Guerra entre 1915 e 1917, o responsável por este processo em colaboração com o General Tamagnini.

A instrução destes homens foi feita em Tancos.

Apesar de terem iniciado a sua participação na I Grande Guerra com elevados níveis de desempenho, acabaram por sofrer uma derrota contra os alemães na tragicamente famosa Batalha de La Lys.

Personalidade nascida neste dia

No dia 22 de julho de 1632 nasceu Luís de Meneses, 3.º conde da Ericeira.

Foi um militar, político, vedor da Fazenda e historiador.

Era um dos homens mais cultos da sua época e possuía uma biblioteca excelente no seu palácio. Falava francês, espanhol e italiano e foi o autor da obra História de Portugal Restaurado.

Suicidou-se no dia 26 de maio de 1690 atirando-se de uma janela do seu palácio, atitude causada por uma depressão.

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12 de julho de 1824

12 de julho de 1824

Neste dia iniciaram-se as conversações entre Portugal e o Brasil que viriam a culminar com a independência deste último país.

Estas negociações tiveram a mediação britânica e um representante austríaco no processo.

Personalidade nascida neste dia

No dia 12 de julho de 1780 nasceu em Castelo de Vide o estadista, jurisconsulto e político português José Xavier Mouzinho da Silveira.

Foi uma das personagens centrais da revolução liberal, tendo inclusivamente que se exilar em 1828 em Paris pela defesa intransigente que sempre fez da Carta Constitucional.

Foi também o responsável por mudanças  institucionais muito significativas nas áreas da fiscalidade e da justiça.

Regressou do exílio em 1834 para defender as suas ideias no Parlamento, mas voltou a exilar-se em 1836 novamente em França.

Regressou a Portugal em 1839 e ainda desempenhou algumas funções públicas.

Morreu no dia 4 de abril de 1849 em Lisboa.

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9 de julho de 1708

9 de julho de 1708

Neste dia o rei D. João V de Portugal casou com a arquiduquesa Maria Ana de Áustria, filha do imperador Leopoldo I e irmã do arquiduque Carlos.

Este casamento foi um dos resultados da aliança de Portugal com a Áustria na Guerra da Sucessão Espanhola.

O casamento deu-se na Catedral de Santo Estevão em Viena com o imperador a representar o rei de Portugal e com o conde de Vilar Maior como embaixador.

A nova rainha consorte veio para Lisboa a bordo da armada de catorze naus do embaixador português.

Apesar das constantes infidelidades de D. João V, este casamento gerou seis filhos, entre os quais se destacam a rainha consorte de Espanha, D. Bárbara, e os reis de Portugal D. José e D. Pedro III, marido da rainha D. Maria I.

Personalidade nascida neste dia

No dia 9 de julho de 1860 nasceu António Leão Tavares Festas em Gândara de Mortágua.

Foi um político liberal progressista português muito influente com formação nas ciências jurídicas.

Destacou-se também como um dos impulsionadores da Região Demarcada do Dão e como um defensor dos direitos da mulher.

Era um monárquico convicto, ideal que não abandonou até à sua morte no dia 5 de maio de 1920.

António_Leão_Tavares_Festas_wiki

Mascarar ou curar a dor?

Todos sabemos que as dores com que o nosso corpo nos vai presenteando têm geralmente uma causa.

No entanto, cada vez que uma dor nos aflige geralmente optamos por aguentá-la ou tomamos um analgésico.

Depois passa e esquecemos o mais importante: o que causou aquela dor? Terá sido momentânea ou tem uma causa que a vai fazer voltar e, quem sabe, torná-la cada vez mais insuportável.

Se transpusermos este raciocínio para aquilo que os nossos governantes, atuais e pretéritos, andam a fazer a este País, rapidamente chegamos à conclusão que numa primeira fase agrediram violentamente este corpo que se chama Portugal em nome de um suposto desenvolvimento que se queria rápido (sustentável, logo se via) e agora vão-lhe aplicando doses massivas de analgésicos que, mascarando a dor, vão criando a ilusão de um corpo saudável e em forma para os desafios mais difíceis.

Mas antes de prosseguir o meu raciocínio importa dar nota que não sou economista, gestor, financeiro ou afins, mas que desde sempre fui ensinado que não podemos gastar mais do que recebemos e, se possível, até devemos poupar alguma coisa (poupar significa guardar para o futuro).

Feita esta chamada de atenção, o analgésico a que me refiro é a propaganda que tem vindo a ser feita de pagamentos antecipados àqueles que nos deram a mão (leia-se troika) e que isso significa que estamos no bom caminho e até estamos a poupar dinheiro.

Ora, todos nós sabemos que, com maior ou menor controlo, o País continua a gastar mais do que tem, ou seja, a dívida está sempre a aumentar (com maior ou menor ritmo, mas a aumentar).

Contudo, esquecem-se os nossos governantes de explicar o verdadeiro significado de pedir dinheiro emprestado em melhores condições para pagar outro empréstimo, o que à partida parece um “ovo de Colombo”. Acrescentam ainda que vamos poupar dinheiro em juros, mas o que vai acontecer é que vamos pagar menos juros e não poupar. Poupar significa que ficávamos com dinheiro de reserva, o que neste caso não se acontece. Apenas aumentamos menos a dívida, mas aumentamos.

Ou seja, ficamos com a ilusão que estamos a tratar a dor e que ela não volta, mas verdadeiramente o que se está a conseguir é apenas algum alívio temporário até à próxima crise. E as crises serão sucessivamente mais graves se não tratarmos a verdadeira doença (leia-se o País gasta mais do que tem).

Chegou o momento de tratar a doença, chegou o momento de assumirmos que o dinheiro que temos é para o essencial, isto é, não há dinheiro para jantar fora, férias luxuosas ou ir ao cinema (leia-se não há dinheiro para mais nada enquanto todos os portugueses que queiram trabalhar, que já trabalharam ou que por alguma razão são desfavorecidos tenham o indispensável para ter uma vida digna).

Exijamos que quem nos governa o faça por bons princípios e não por interesses mascarados de princípios.