23 de agosto de 1893

23 de agosto de 1893

Neste dia foi instalado o primeiro de um conjunto de cabos telegráficos submarinos entre os Açores e Portugal continental, mais concretamente entre a cidade da Horta na ilha do Faial e Lisboa (Carcavelos).

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(Imagem do Núcleo Filatélico de Angra do Heroísmo)

Personalidade nascida neste dia

No dia 23 de agosto de 1933 nasceu no Estoril António Henrique Rodrigo de Oliveia Marques, que viria a ser um grande historiador português, além de professor universitário e maçon.

Foi ainda diretor da Biblioteca Nacional entre 1974 e 1976.

Os seus trabalhos como historiador centraram-se nos períodos da Idade Média e da Primeira República, além de ter abordado a Maçonaria também.

No que concerne à sua atividade como maçon iniciada em 1973, foi Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano entre 1984 e 1986 e Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho de Grau 33 entre 1991 e 1994.

As suas qualidades foram superiormente reconhecidas com a atribuição da Grã-Cruz da Ordem da LIberdade pelo presidente da república, Dr. Jorge Sampaio, no dia 2 de outubro de 1998.

Morreu no dia 23 de janeiro de 2007 em Lisboa.

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22 de agosto de 1415

22 de agosto de 1415

Na manhã deste dia, as forças portuguesas constituidas por cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos conquistaram a cidade de Ceuta sem grande resistência dos mouros.

Refira-se que nesta conquista participou a aristocracia portuguesa mais relevante do século XV, incluindo o herdeiro ao trono, D. Duarte, os infantes D. Pedro e D.Henrique, assim como o Condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Embora os resultados da conquista de Ceuta não tenham sido os esperados, a verdade é que constituiu o primeiro passo para a expansão ultramarina daquele que viria a ser o império Português.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 22 de agosto de 1823 nasceu Manoel da Rocha Romariz, que foi o fundador da Casa de Romariz ligada à produção de vinho do Porto.

A familia manteve a gestão desta casa até 1966 quando foi vendida à empresa Guimaraens & Co donos da marca Fonseca.

Morreu no dia 8 de abril de 1892 na mesma terra onde nasceu, Mafamude em Vila Nova de Gaia.

 

21 de agosto de 1808

21 de agosto de 1808

Neste dia foi travada a Batalha do Vimeiro no decurso da primeira invasão francesa.

Defrontaram-se as forças francesas, comandadas pelo famoso General Junot, e as forças anglo-lusas comandadas pelo Tenente-general Arthur Wellesley que saíram vitoriosas.

Esta vitória ditou o fim da primeira invasão francesa.

Personalidade nascida neste dia

No dia 21 de agosto de 1643 nasceu em Lisboa aquele que viria a ser o rei D. Afonso VI, que viria a receber o cognome de “O Vitorioso”.

Reinou entre 6 de novembro de 1656 e 12 de setembro de 1683, tendo sido aclamado a 15 de novembro de 1657.

Não estava destinado a reinar, mas as mortes do seu irmão, Teodósio de Bragança, e da sua irmã Joana determinaram que assumisse o trono de Portugal apesar da sua fraca preparação e dos problemas de saúde que teve em criança.

O seu reinado ficou marcado pelas diversas vitórias sobre Espanha na Guerra da Restauração.

Estas vitórias e outros pontos importantes do seu reinado não foram suficientes para evitar a sua destituição pelo irmão, D. Pedro II, que inclusivamente viria a casar com a sua mulher, a francesa Maria Francisca Isabel de Sabóia.

Morreu em Sinta no dia 12 de setembro de 1683.

Uma visão da sociedade

As nossas vidas são uma soma de decisões, algumas boas, outras nem por isso. Mas todas elas devem merecer da nossa parte uma reflexão, devendo constituir uma aprendizagem contínua como se o tempo nos permitisse indefinidamente corrigir o que foi mal feito e repetir as boas opções.

Esta aprendizagem é fundamental para tentarmos entender o mundo em que vivemos, a sociedade onde estamos inseridos e da qual somos também “construtores” ativos.

No meu caso pessoal e sem qualquer pretensão de achar que estou a “descobrir a pólvora”, as minhas reflexões construíram um modelo de sociedade muito simples estratificado em três níveis entre os quais todos nós nos movemos.

Ética (nível 3)

Legal (nível 2)

Ilegal (nível 1)

Figura 1 – A sociedade e os seus níveis segundo Luís Simas

Se cada uma das nossas atitudes ou decisões pudesse ser representada por um ponto e os critérios para colocar cada ponto no respetivo nível estivessem muito bem definidos, o que distinguiria cada elemento da sociedade era a posição da mancha formada pelos diversos pontos.

Uma mancha mais concentrada no nível 1 representaria aqueles que vivem à margem da lei, outra mais presente no nível 2 representaria todos aqueles que manifestam um comportamento em conformidade com as regras estabelecidas, enquanto que uma mancha predominantemente no nível 3 seria representativa de todos aqueles que pautam as suas atitudes e decisões segundo critérios de ética.

O que devemos fazer nos diversos momentos da vida é analisar onde está a nossa mancha e se a queremos deslocalizar para outro nível e este procedimento é a nossa reflexão sobre o caminho que seguimos no passado e que queremos passar a seguir no futuro.

Idealmente, o que devemos procurar todos é “ascender” ao nível 3, ou seja, gerirmos todas as nossas decisões por critérios éticos. Ora, esta “ascensão” é certamente uma utopia, mas que todos deveríamos perseguir.

Mas a simples referência a critérios éticos fazem-nos associá-los a questões fraturantes e complexas como a eutanásia, a interrupção voluntária da gravidez ou a utilização de barrigas de aluguer, por exemplo.

No entanto, existem questões bem mais simples e que podemos facilmente analisar com base na estrutura representada na figura 1. Assim, pensemos no cumprimento dos limites de velocidade estipulados pelo código da estrada e na seguinte questão:

Por que razão cumprimos os limites de velocidade?

A resposta correspondente ao nível 1 é muito simplesmente “não cumprimos”.

Se a nossa decisão corresponder ao nível 2 significa que a razão associada ao cumprimento dos limites de velocidade é não querer incorrer numa infração para não ser multado.

Contudo, se a nossa decisão for norteada por critérios éticos, ou seja, nível 3, é porque consideramos que o cumprimento dos limites de velocidade é mais seguro para nós e para os outros.

De facto, este exemplo numa questão não fraturante evidencia que uma decisão de nível 3 tem como consequência o cumprimento dos critérios constantes do nível 2, ou seja, cumprimento da lei, e um afastamento claro do nível 1, ou seja, da ilegalidade.

Este exemplo constitui também uma boa forma de demonstrar que o cumprimento da lei deve ser uma consequência das nossas decisões baseadas em critérios éticos e não o contrário.

Um olhar mais atento às notícias com que somos “bombardeados” todos os dias levam-nos a identificar inúmeros exemplos de comportamentos que quase unanimemente são errados, mas que são contrapostos pelos alegados infratores pelo estrito cumprimento da lei.

Ora, a mensagem que gostaria de deixar é que quando alguém invoca incessantemente o cumprimento da lei para justificar algum comportamento ou decisão, certamente algum critério ético está “ferido de morte”.