23 de julho de 1833

23 de julho de 1833

Neste dia travou-se a Batalha da Cova da Piedade entre as forças absolutistas, leais a D. Miguel, e as forças liberais, leais a D. Pedro IV.

O resultado desta batalha foi uma vitória das forças liberais e a retirada das forças absolutistas para o castelo de Almada, que foi conquistado no dia seguinte.

Esta vitória foi um passo decisivo para a ocupação de Lisboa pelas forças que apoiavam D. Pedro IV.

Personalidade nascida neste dia

No dia 23 de julho de 1944 nasceu a grande pianista portuguesa, hoje naturalizada brasileira, de seu nome Maria João Alexandre Barbosa Pires.

Muito cedo deu mostras das suas grandes qualidades, tendo dado o seu primeiro recital aos cinco anos e aos sete tocou publicamente concertos de Mozart.

É uma pianista de renome mundial, sendo regularmente convidada pelas grandes orquestras mundiais.

No dia 9 de agosto de 1983 foi feita Dama da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, condecoração elevada a Grã-Cruz no dia 9 de junho de 1998. É ainda comendadora da Ordem do Infante D. Henrique desde 4 de fevereiro de 1989.

Recebeu o Prémio Pessoa em 1989.

maria_joao_pires

11 de julho de 1828

11 de julho de 1828

O reinado de D. Miguel I iniciou-se neste dia e terminou a 26 de maio de 1834.

King_Miguel_I_of_Portugal_&_Wife

Apesar de ter sido acusado pelo Partido Constitucionalista de usurpar o trono, as Leis Fundamentais do Reino referiam que quando um príncipe herdeiro levantasse as armas contra Portugal ou ascendesse ao trono de um país estrangeiro perderia o direito ao trono português, ou seja, D. Pedro I tinha perdido o direito à coroa portuguesa ao declarar a independência do Brasil.

Por esta razão, passaria a ser D. Miguel I o legítimo sucessor de D. João VI, aclamação que veio a ser concretizada pelas Cortes no dia 11 de julho de 1828.

A este rei foram atribuídos os cognomes de o Absolutista ou o Usurpador, por força desta polémica. Para os seus apoiantes o cognome adequado era o Tradicionalista por ter sido aclamado em Cortes.

Personalidade nascida neste dia

No dia 11 de julho de 1822 nasceu António Maria da Luz de Carvalho Daun e Lorena.

Foi moço fidalgo do reino e chefe do Partido Legitimista, que nos séculos XIX e XX defenderam a causa do rei D. Miguel I contra D. Pedro IV de Portugal e D. Maria II.

Casou com D. Maria Joana Ludovice Curvo Semedo Delgado, descendente do célebre Geraldo Sem Pavor, o conquistador da cidade de Évora.

antonio_maria_da_luz_de_carvalho_daun_e_lorena_original

 

5 de julho de 1833

5 de julho de 1833

Neste dia aconteceu a batalha naval do Cabo de São Vicente entre a armada miguelista comandada pelo almirante António Torres de Aboim e o esquadrão naval comandado pelo oficial britânico Charles John Napier ao serviço dos liberais.

Este confronto resultou numa vitória das forças liberais, que ficaram com o domínio pleno do mar.

BatalhaCaboS.Vicente

Personalidade nascida neste dia

No dia 5 de julho de 1717 nasceu aquele que viria a ser rei-consorte de Portugal, de seu nome Pedro Clemente Francisco José António (D. Pedro III de Portugal), por casamento com a sua sobrinha, a rainha D. Maria I.

Era o segundo filho mais novo do rei D. João V e da arquiduquesa Maria Ana da Áustria.

Teve como cognomes “o Capacidónio”, “o Sacristão” e “o Edificador”.

É considerado pelos historiadores um rei politicamente neutro, tendo deixado sempre os afazeres da nação para D. Maria I, merecendo inclusivamente da parte de Oliveira Martins a seguinte descrição:

“… O rei (…) não se concebe homem mais feio, com cara de idiota, expressão feroz, cabeleira desalinhada, ar de bêbado, um sacristão.”

Morreu no dia 25 de maio de 1786 no Paço da Nossa Senhora da Ajuda e jaz sepultado no Panteão dos Braganças.

Anônimo_-_Retrato_do_rei_Dom_Pedro_III_de_Portugal_-_século_XVIII.jpg

8 de abril de 1813

8 de abril de 1813

Neste dia foi extinta a Junta dos Três Estados, passando para o Conselho da Fazenda a inspeção sobre os direitos reais e para o Conselho da Guerra a inspeção das coudelarias.

A Junta dos Três Estados foi um órgão criado pelo rei D. João IV em 1643 que, conjuntamente com o Conselho de Guerra e o Conselho Ultramarino, formava um grupo de aconselhamento do monarca português.

Tinha também uma ação vigilante sobre a governação monárquica para evitar os exageros de um poder absolutista.

Personalidade nascida neste dia

No dia 8 de abril de 1320 nasceu em Coimbra o oitavo rei de Portugal, D. Pedro I.

Os cognomes que recebeu foram O Justiceiro (ou O Cruel, O Cru) pela forma como vingou o assassinato de Inês de Castro, a sua grande amada, que era a aia galega da sua mulher, D. Constança Manuel.

O seu pai, o rei D. Afonso IV, mandou assassinar Inês de Castro, o que revoltou D. Pedro. Mais tarde conseguiu capturar os assassinos, Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves, que foram executados com grande brutalidade e crueldade.

Mandou coroar Inês de Castro rainha de Portugal mesmo depois de morta, obrigando os nobres a procederem à cerimónia do beija-mão no cadáver.

O seu reinado ficou marcado por ser o único no século XIV sem guerra e com grande prosperidade financeira.

O historiador Fernão Lopes considerou-o o avô da Dinastia de Avis.

Morreu no dia 18 de janeiro de 1367 em Estremoz.

Jaz sepultado no Mosteiro de Santa Maria em Alcobaça ao lado de Inês de Castro.

D._Pedro_I_de_Portugal

 

5 de janeiro de 1876

5 de janeiro de 1876

Neste dia iniciou-se a construção da Ponte de D. Maria Pia, assim chamada em honra da rainha D. Maria Pia de Sabóia, e que foi inaugurada no dia 4 de novembro de 1877.

300px-Ponte_Maria_Pia_-_Porto.JPG

É considerada, a par do Viaduto de Garabit, como uma das maiores obras-primas de Gustave Eiffel.

Foi classificada em 1982 como Monumento Nacional pelo IGESPAR e em 1990 como International Historic Civil Engineering Landmark pela American Society of Engineering (ASCE).

Em setembro de 2013, o jornal inglês The Guardian considerou-a uma das 10 pontes mais belas do mundo.

Personalidade nascida neste dia

 

No dia 5 de janeiro de 1801 nasceu Manuel da Silva Passos, mais conhecido por Passos Manuel.

Foi um advogado e parlamentar brilhante, tendo sido ministro em diversos ministérios e o líder incontestado dos setembristas.

Com o restabelecimento da monarquia absoluta por D. Miguel esteve no exílio. No entanto, esta experiência mostrou-lhe o quanto Portugal estava atrasado e a urgente necessidade de reformas estruturais inadiáveis.

A sua ação governativa no decurso da monarquia constitucional foi vasta em áreas como a educação, a cultura, as finanças ou a organização territorial.

Terminou os seus dias na cidade de Santarém. Morreu no dia 18 de janeiro de 1862.

Atualmente a Fundação Passos Canavarro, liderada por Pedro Canavarro, um seu descendente, preserva a sua memória.

Passos_Manuel

 

 

26 de outubro de 1823

26 de outubro de 1823

Neste dia, D. Miguel e D. Carlota Joaquina viram frustrado o seu projeto de conjuração para afastar D. João VI, prendê-lo em Vila Viçosa e substituí-lo no trono por D. Miguel.

Com efeito, D. Carlota Joaquina não aceitava muito bem o facto de ser descartada das decisões, tendo organizado um partido à sua volta com o objetivo de retirar as rédeas da governação ao príncipe regente. Contudo, esta conspiração foi descoberta e D. João VI, para evitar um escândalo público, resolve opor-se à prisão de D. Carlota Joaquina e prefere confinar-lhe os movimentos no Palácio de Queluz.

200px-DomJoao6_CarlotaJoaquina

Fica para a história o facto de D. Carlota Joaquina ser considerada por muitos a cabeça do partido absolutista que pretendia colocar no trono D. Miguel.

Personalidade nascida neste dia

No dia 26 de outubro 1802 nasceu no Palácio de Queluz Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo de Bragança e Bourbon, que viria a ser o rei D. Miguel I.

Reinou no período de 1828 a 1834 e foi pretendente ao trono entre 1834 e 1866. D. Miguel I era o terceiro filho varão do rei D. João VI de Portugal e de D. Carlota Joaquina de Bourbon e irmão mais novo do rei D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil.

A sua derrota nas guerras liberais tiveram como principal consequência ter sido despojado do seu estatuto de realeza e todos os seus descendentes ficaram para sempre excluídos da sucessão ao trono português e sob pena de morte se regressassem a Portugal. Esta lei de 19 de dezembro de 1834, conhecida como Lei do Banimento, foi revogada em 27 de maio de 1950 pela Assembleia Nacional, permitindo aos descendentes de D. Miguel I regressar a Portugal.

Após a sua derrota, D. Miguel I, exila-se primeiro em Itália, depois em Inglaterra e finalmente na Alemanha.

Morreu no dia 14 de novembro de 1866, depois de ter casado com a princesa Adelaide de Lowenstein-Wertheim-Rosenberg e ter tido seis filhas e um filho.

Desde 1967 está sepultado no Panteão dos Braganças juntamente com a sua mulher.

Retrato_de_D._Miguel_de_Bragança,_1848

 

22 de outubro de 1807

22 de outubro de 1807

Neste dia Portugal e a Grã-Bretanha celebraram um tratado internacional, conhecido como “Convenção secreta sobre a transferência para o Brasil da sede da Monarquia Portuguesa e ocupação temporária da ilha da Madeira por tropas britânicas”.

Esta convenção, assinada em Londres pelo príncipe regente de Portugal, D. João, e pelo rei inglês, Jorge III, permitiu à corte portuguesa transferir-se para o Brasil com o apoio naval britânico e simultaneamente abrir os portos brasileiros às mercadorias britânicas.

Refira-se que esta transferência da corte portuguesa é única na história, dado que não há casos semelhantes de uma colónia passar a ser a sede de uma corte europeia. Neste período entre finais de 1807 e 1821 a capital do Reino de Portugal passou a ser o Rio de Janeiro.

Príncipe_Regente_de_Portugal_e_toda_a_Família_Real_embarcando_para_Brasil_no_cais_de_Belém

É importante dar nota das duas principais consequências desta transferência da corte, ou seja, por um lado impediu-se a concretização do projeto de Napoleão para a Península Ibérica, uma vez que não conseguiu aprisionar em Lisboa a família real Portuguesa, por outro deu origem à Revolução de 1820 que opôs liberais e absolutistas.

 

Personalidade nascida neste dia

No dia 22 de outubro de 1689 nasceu em Lisboa João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança, que veio a ser o rei D. João V, o Magnânimo.

Era filho do rei D. Pedro II e da condessa palatina de Neuburg, Maria Sofia Isabel. O seu reinado durou 43 anos até ao dia da sua morte em 31 de julho de 1750. É considerado o reinado mais rico da História de Portugal, marcado pela descoberta de ouro no Brasil no final do século XVII.

D. João V sempre tentou dinamizar a imagem de Portugal como uma grande potência, exteriorizado, por exemplo, nas embaixadas que enviou ao imperador Leopoldo I em 1708, a Luís XIV de França em 1715, ao papa Clemente XI em 1716 e ao imperador da China em 1725.

Nas iniciativas que empreendeu destacou-se também o fomento do estudo da história e da língua portuguesa e a construção de grandes edifícios que, infelizmente, viriam em grande parte a ser destruídos pelo Terramoto de 1755.

Resistiram até hoje o Palácio Nacional de Mafra, a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, o Aqueduto das Águas Livres e grande parte da coleção do Museu Nacional dos Coches, que ainda hoje é considerada como uma das mais importantes a nível mundial.

Do ponto de vista imaterial, D. João V deixou-nos a Academia Real da História Portuguesa, hoje Academia Portuguesa da História e ainda o Patriarcado de Lisboa, um dos três patriarcados do Ocidente da Igreja Católica.

O último grande feito diplomático do reinado de D. João V foi o Tratado de Madrid de 1750, que definiu as fronteiras modernas do Brasil.

joao_V