Razões reais – parte X

Aristocracia

São muitas vezes feitas críticas à instituição que é a nobreza existente nos regimes monárquicos, que são um peso para a sociedade e para o estado.

Contudo, é preciso procurar a génese dos títulos atribuídos pelos monarcas e recordarmos que é uma prática muita utilizada na república com o recurso às condecorações. Veja-se a quantidade imensa de comendadores e cavaleiros que a república portuguesa ostenta.

Ora, quando o monarca atribuía títulos pretendia distinguir alguém pelos feitos atingidos em nome da nação e o caráter hereditário destes títulos pretendia criar uma tradição e responsabilidade familiar perenes ao serviço do país.

É verdade que muitos são os que querem ostentar títulos que não têm ou não sabem honrar os títulos que os seus antepassados conquistaram, pelo que a ética da nobreza pode carecer de revisão e aperfeiçoamento.

No entanto, não esqueçamos que num regime monárquico todos aqueles que se excederem ao serviço da nação podem ascender a um lugar na nobreza, mas adquirem também a responsabilidade de honrar o título concedido.

“Qualquer cidadão que se elevasse pelos seus méritos ou pelos seus feitos distintos ao serviço da comunidade pátria, podia ascender à Nobreza.”

 

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7 de maio de 1834

7 de maio de 1834

Neste dia foi extinta a Casa dos Vinte e Quatro criada em Lisboa por D. João, futuro rei de Portugal, no dia 16 de dezembro de 1383.

Esta casa foi extinta com a chegada do liberalismo e da monarquia constitucional em Portugal.

Refira-se que esta estrutura, inicialmente criada apenas em Lisboa, mas mais tarde alargada a outras cidades de Portugal e do império, era composta por representantes das corporações de ofícios e era um órgão com poder deliberativo.

Personalidade nascida neste dia

No dia 7 de maio de 1928 nasceu na capital de Portugal o fadista D. Vicente Maria do Carmo de Noronha da Câmara.

Nascido dentro de uma familia aristocrata, teve uma educação muito ligada ao fado, com destaque da sua tia, D. Maria Teresa de Noronha.

Apesar das suas origens aristocráticas, considera que o fado é uma música pobre e que na pobreza reside a riqueza, a grandeza, a liberdade e o valor.

A sua ideia sobre a aristocracia ficou vincada na seguinte frase:

O que é a aristocracia? A aristocracia tanto pode estar no povo como noutra coisa qualquer. (…) O aristocrata é aquele que sobressaiu.

Além da medalha de mérito municipal da Câmara Municipal do Cartaxo atribuída em 2013, recebeu no dia 27 de novembro do mesmo ano a comenda da Ordem do Infante D. Henrique.

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