11 de agosto de 1654

11 de agosto de 1654

Neste dia foi criada pelo rei D. João IV a Casa do Infantado que reunia um vasto património confiscado aos apoiantes dos espanhóis durante o período da Restauração da Independência.

O grande objetivo para a criação desta estrutura foi garantir que os segundos filhos do rei tinham uma fonte de rendimento que assegurasse a sua permanência no reino e uma larga descendência para perpetuar o sangue da família real.

A Casa do Infantado acabou por ser extinta em 1834.

Personalidade nascida neste dia

Nasceu no dia 11 de agosto de 1702 na cidade alfacinha Luísa Clara de Portugal.

Foi uma das amantes de D. João V e ficou conhecida como Flor da Murta.

O relacionamento amoroso com o monarca lusitano teve como resultado uma filha de nome Maria Rute Gertrudes de Portugal.

A amante do rei morreu no dia 31 de agosto de 1779.

D._Luísa_Clara_de_Portugal,_a_Flor_da_Murta_(1702-1779)

 

22 de outubro de 1807

22 de outubro de 1807

Neste dia Portugal e a Grã-Bretanha celebraram um tratado internacional, conhecido como “Convenção secreta sobre a transferência para o Brasil da sede da Monarquia Portuguesa e ocupação temporária da ilha da Madeira por tropas britânicas”.

Esta convenção, assinada em Londres pelo príncipe regente de Portugal, D. João, e pelo rei inglês, Jorge III, permitiu à corte portuguesa transferir-se para o Brasil com o apoio naval britânico e simultaneamente abrir os portos brasileiros às mercadorias britânicas.

Refira-se que esta transferência da corte portuguesa é única na história, dado que não há casos semelhantes de uma colónia passar a ser a sede de uma corte europeia. Neste período entre finais de 1807 e 1821 a capital do Reino de Portugal passou a ser o Rio de Janeiro.

Príncipe_Regente_de_Portugal_e_toda_a_Família_Real_embarcando_para_Brasil_no_cais_de_Belém

É importante dar nota das duas principais consequências desta transferência da corte, ou seja, por um lado impediu-se a concretização do projeto de Napoleão para a Península Ibérica, uma vez que não conseguiu aprisionar em Lisboa a família real Portuguesa, por outro deu origem à Revolução de 1820 que opôs liberais e absolutistas.

 

Personalidade nascida neste dia

No dia 22 de outubro de 1689 nasceu em Lisboa João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança, que veio a ser o rei D. João V, o Magnânimo.

Era filho do rei D. Pedro II e da condessa palatina de Neuburg, Maria Sofia Isabel. O seu reinado durou 43 anos até ao dia da sua morte em 31 de julho de 1750. É considerado o reinado mais rico da História de Portugal, marcado pela descoberta de ouro no Brasil no final do século XVII.

D. João V sempre tentou dinamizar a imagem de Portugal como uma grande potência, exteriorizado, por exemplo, nas embaixadas que enviou ao imperador Leopoldo I em 1708, a Luís XIV de França em 1715, ao papa Clemente XI em 1716 e ao imperador da China em 1725.

Nas iniciativas que empreendeu destacou-se também o fomento do estudo da história e da língua portuguesa e a construção de grandes edifícios que, infelizmente, viriam em grande parte a ser destruídos pelo Terramoto de 1755.

Resistiram até hoje o Palácio Nacional de Mafra, a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, o Aqueduto das Águas Livres e grande parte da coleção do Museu Nacional dos Coches, que ainda hoje é considerada como uma das mais importantes a nível mundial.

Do ponto de vista imaterial, D. João V deixou-nos a Academia Real da História Portuguesa, hoje Academia Portuguesa da História e ainda o Patriarcado de Lisboa, um dos três patriarcados do Ocidente da Igreja Católica.

O último grande feito diplomático do reinado de D. João V foi o Tratado de Madrid de 1750, que definiu as fronteiras modernas do Brasil.

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