31 de julho de 1920

31 de julho de 1920

Neste dia o único filho varão do rei D. Miguel I, o duque de Bragança, D. Miguel II abdicou dos seus direitos à Coroa Portuguesa a favor do seu filho, o Infante D. Duarte Nuno de Bragança e dos seus legítimos descendentes.

A cedência destes direitos dinásticos mantêm-se em vigor dado que os monárquicos reconhecem D. Duarte Pio, filho de D. Duarte Nuno de Bragança, como o legítimo herdeiro ao trono de Portugal.

Personalidade nascida neste dia

No dia 31 de julho de 1865 nasceu Afonso de Bragança, duque do Porto, de seu nome completo Afonso Henrique Maria Luís Pedro de Alcântara Carlos Humberto Amadeu Fernando António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando Inácio de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança.

Foi o 24.º Condestável de Portugal e o 51.º e último vice-rei da Índia.

Depois da implantação da república exilou-se com a sua mãe, rainha D. Maria Pia, em Nápoles, cidade onde morreu no dia 21 de fevereiro de 1920.

Um ano depois foi transladado para o Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

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11 de julho de 1828

11 de julho de 1828

O reinado de D. Miguel I iniciou-se neste dia e terminou a 26 de maio de 1834.

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Apesar de ter sido acusado pelo Partido Constitucionalista de usurpar o trono, as Leis Fundamentais do Reino referiam que quando um príncipe herdeiro levantasse as armas contra Portugal ou ascendesse ao trono de um país estrangeiro perderia o direito ao trono português, ou seja, D. Pedro I tinha perdido o direito à coroa portuguesa ao declarar a independência do Brasil.

Por esta razão, passaria a ser D. Miguel I o legítimo sucessor de D. João VI, aclamação que veio a ser concretizada pelas Cortes no dia 11 de julho de 1828.

A este rei foram atribuídos os cognomes de o Absolutista ou o Usurpador, por força desta polémica. Para os seus apoiantes o cognome adequado era o Tradicionalista por ter sido aclamado em Cortes.

Personalidade nascida neste dia

No dia 11 de julho de 1822 nasceu António Maria da Luz de Carvalho Daun e Lorena.

Foi moço fidalgo do reino e chefe do Partido Legitimista, que nos séculos XIX e XX defenderam a causa do rei D. Miguel I contra D. Pedro IV de Portugal e D. Maria II.

Casou com D. Maria Joana Ludovice Curvo Semedo Delgado, descendente do célebre Geraldo Sem Pavor, o conquistador da cidade de Évora.

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2 de novembro de 1830

2 de novembro de 1830

Neste dia, o rei Guilherme IV de Inglaterra declara que se D. Miguel concedesse uma amnistia completa e a restituição dos bens dos liberais que tinham sido perseguidos, reataria as relações diplomáticas com Portugal.

Neste período, em Inglaterra governava o duque de Wellington, que considerava a causa de D. Maria legítima, mas revolucionária, enquanto a de D. Miguel rebelde, mas da realeza.

Neste sentido, e escudando-se na sua neutralidade, a Inglaterra recusou qualquer apoio moral ou material à causa de D. Maria.

Personalidade nascida neste dia

No dia 2 de novembro de 1877 nasceu em Amarante Joaquim Teixeira de Vasconcelos, mais conhecido pelo pseudónimo Teixeira de Pascoaes.

Foi um poeta e escritor português, principal representante do Saudosismo, doutrina que foi encarada como uma atitude perante a vida que definia a “alma nacional”. Esta corrente influenciaria muitos escritores portugueses do início do século XX, entre os quais Fernando Pessoa.

Contudo, por considerarem Teixeira de Pascoaes “utópico” e “passadista” esta corrente foi abandonada com o aparecimento do grupo “Seara Nova” e mesmo Fernando Pessoa já havia abandonado esta influência dando novos rumos à sua poesia.

Teixeira de Pascoaes morreu em Amarante no dia 14 de dezembro de 1952, deixando vasta obra de poesia e prosa

A enciclopédia Barsa define-o como “o principal inspirador do saudosismo sebastianista em Portugal início do século XX”.

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26 de outubro de 1823

26 de outubro de 1823

Neste dia, D. Miguel e D. Carlota Joaquina viram frustrado o seu projeto de conjuração para afastar D. João VI, prendê-lo em Vila Viçosa e substituí-lo no trono por D. Miguel.

Com efeito, D. Carlota Joaquina não aceitava muito bem o facto de ser descartada das decisões, tendo organizado um partido à sua volta com o objetivo de retirar as rédeas da governação ao príncipe regente. Contudo, esta conspiração foi descoberta e D. João VI, para evitar um escândalo público, resolve opor-se à prisão de D. Carlota Joaquina e prefere confinar-lhe os movimentos no Palácio de Queluz.

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Fica para a história o facto de D. Carlota Joaquina ser considerada por muitos a cabeça do partido absolutista que pretendia colocar no trono D. Miguel.

Personalidade nascida neste dia

No dia 26 de outubro 1802 nasceu no Palácio de Queluz Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo de Bragança e Bourbon, que viria a ser o rei D. Miguel I.

Reinou no período de 1828 a 1834 e foi pretendente ao trono entre 1834 e 1866. D. Miguel I era o terceiro filho varão do rei D. João VI de Portugal e de D. Carlota Joaquina de Bourbon e irmão mais novo do rei D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil.

A sua derrota nas guerras liberais tiveram como principal consequência ter sido despojado do seu estatuto de realeza e todos os seus descendentes ficaram para sempre excluídos da sucessão ao trono português e sob pena de morte se regressassem a Portugal. Esta lei de 19 de dezembro de 1834, conhecida como Lei do Banimento, foi revogada em 27 de maio de 1950 pela Assembleia Nacional, permitindo aos descendentes de D. Miguel I regressar a Portugal.

Após a sua derrota, D. Miguel I, exila-se primeiro em Itália, depois em Inglaterra e finalmente na Alemanha.

Morreu no dia 14 de novembro de 1866, depois de ter casado com a princesa Adelaide de Lowenstein-Wertheim-Rosenberg e ter tido seis filhas e um filho.

Desde 1967 está sepultado no Panteão dos Braganças juntamente com a sua mulher.

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12 de outubro de 1862

12 de outubro de 1862

Nesta data, o rei D. Luís I, rei de Portugal, casou-se em Lisboa com Maria Pia de Sabóia, princesa da Sabóia e filha do rei de Itália, Vítor Emanuel II.

Refira-se que esta cerimónia foi a confirmação do casamento efetivado por procuração no dia 27 de setembro e que teve como procurador o duque de Loulé, Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto.

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O contrato matrimonial que precedeu este casamento foi assinado em Turim no dia 9 de agosto. A princesa Maria Pia de Sabóia chegou a Lisboa no dia 5 de outubro de 1862 e o seu casamento com o rei de Portugal foi ratificado no dia seguinte na Igreja de S. Domingos.

Personalidade nascida neste dia

Neste dia do ano de 1798 nasceu no Palácio de Queluz, D. Pedro I, imperador do Brasil e IV de Portugal, mais tarde conhecido pelo Libertador. O seu nome completo era Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

D. Pedro I foi o fundador e primeiro soberano do Império do Brasil. Era membro da Casa de Bragança, filho do rei D. João VI e da rainha Carlota Joaquina, tendo ido para o Brasil quando Portugal foi invadido pelas tropas francesas.

A Revolução Liberal de 1820 obrigou o pai de D. Pedro I, rei D. João VI, a regressar a Portugal e deixá-lo como regente no Brasil. A tentativa de Portugal retirar a autonomia política que o Brasil gozava provocou grande descontentamento no Brasil e D. Pedro I escolheu o lado brasileiro, declarando a independência deste país em 7 de setembro de 1822.

Em março de 1826 tornou-se rei de Portugal por 18 dias, abdicando em favor da sua filha mais velha, D. Maria II, tendo o trono sido usurpado pelo irmão mais novo de D. Pedro, D. Miguel I.

Morreu de tuberculose no dia 24 de setembro de 1834 no Palácio de Queluz, pouco tempo depois da vitória dos liberais.

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