Portugal e Angola

Acabei de ler quase de um fôlego os livros “Luanda como ela era 1960-1975” e “S.O.S. Angola – os dias da ponte aérea” da Rita Garcia.São 15 anos alucinantes com muitas coisas boas e muitas coisas más, nos quais fica evidente que a diferença está sempre nas pessoas e na capacidade de fazer o que é correto. Os relatos destes dois livros mostram de forma muito clara que “o certo e o errado” são sempre dependentes do referencial que temos definido no nosso sistema cartesiano.

Contudo, é importante que estas memórias não se percam porque fazem parte da história de povos afastados por milhares de quilómetros, mas que terão sempre a uni-los uma identidade suportada pelo maior património de um povo: a língua.

Sejamos capazes de ceder à tentação fácil dos ódios individuais e dos interesses económicos para não perder o que levou séculos a cimentar apesar dos erros cometidos por ambas as partes.

Sejamos capazes de unir novamente o que a história e os homens separaram, mas que essa união seja “atada” com laços culturais e de cooperação entre iguais.

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23 de novembro de 1918

23 de novembro de 1918

Neste dia regressaram a Lisboa as primeiras tropas do Corpo Expedicionário Português depois da sua participação na I Grande Guerra 1914-1918.

Recorda-se que Portugal participou neste conflito ao lado dos Aliados, tendo numa primeira fase enviado tropas para a defesa das colónias africanas que se encontravam ameaçadas pela Alemanha.

Numa segunda fase, Portugal enviou em 1917 as primeiras tropas do Corpo Expedicionário Português para combates na Europa, designadamente na Flandres e em França, num esforço de guerra que obrigou à mobilização de quase 200 mil homens, com perdas de quase 10 mil mortos e milhares de feridos.

A participação portuguesa neste conflito mundial ficou marcada pela derrota estrondosa infligida pelas tropas alemãs na Batalha de La Lys no dia 9 de abril de 1918.

Esta derrota é considerada o maior desastre militar português depois da batalha de Alcácer-Quibir.

Personalidade nascida neste dia

Nasceu no Porto, no dia 23 de novembro de 1948, Maria Leonor Couceiro Pizarro Beleza.

É licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, onde deu aulas entre 1973 e 1975 como assistente e entre 1977 e 1982 como regente da cadeira de Direito da Família.

Tem uma carreira política sempre ligada ao Partido Social Democrata, ao qual aderiu logo em 1974, tendo exercido diversos cargos, designadamente os de deputada e Ministra da Saúde nos X e XI Governos Constitucionais.

Atualmente é Presidente da Fundação Champalimaud desde 2004, conforme decisão deixada em testamento por António Champalimaud.

Foi agraciada em 25 de fevereiro de 1994 com a Grã-Cruz da Ordem do Falcão da Islândia e a 9 de junho de 2005 com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

PR, Cavaco, recebe presidente da Fundação Champalimaud