19 de julho de 1717

19 de julho de 1717

Neste dia travou-se no mar Mediterrâneo no extremo sul da Grécia uma batalha naval entre uma armada de aliados cristãos e a armada do Império Otomano, que ficou conhecida como a Batalha de Matapão.

A armada cristã era constituída por forças de Portugal, da república de Veneza, da Ordem de Malta e dos Estados Pontifícios com 22 naus, 21 fragatas e 9 galés em contraponto com a armada otomana de 34 naus, 1 fragata e 24 galés.

A componente portuguesa dos aliados cristãos era comandada pelo almirante Lopo Furtado de Mendonça, o conde de Rio Grande. Tinha sete naus de guerra e quatro naves auxiliares, 526 canhões e 3480 homens.

O papel das forças portuguesas nesta batalha foi considerado um grande êxito diplomático para o rei D. João V projetando o reino português na Europa.

Refira-se que não terá sido alheia à participação portuguesa nesta batalha a eleição de D. António Manuel de Vilhena para grão-mestre da Ordem de Malta, papel que exerceu com grande distinção para ainda hoje ser considerado um dos mais importantes mestres desta ordem.

Personalidade nascida neste dia

No dia 19 de julho de 1885 nasceu Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches em Cabanas de Viriato.

Ficou conhecido por ter desafiado as ordens de António de Oliveira Salazar e, enquanto cônsul de Portugal em Bordéus, concedeu milhares de vistos de entrada em Portugal durante três dias e três noites a refugiados que queriam fugir de França em 1940 durante a ocupação Nazi.

A sua carreira diplomática é caraterizada por diversas situações que sempre o colocaram em posições menos ortodoxas e merecedoras de repreensão, além das constantes dificuldades financeiras em que vivia.

A sua desobediência às ordens de Salazar valeram-lhe um processo disciplinar que culminou com um ano de inatividade e direito a metade do seu salário habitual, seguido de aposentação.

Teve um final de vida muito atribulado, com muitas dificuldades financeiras, querelas familiares e acaba por morrer praticamente só no Hospital da Ordem Terceira na companhia de uam sobrinha.

O reconhecimento do seu valor aconteceu muito tarde, apesar de ter concedido vistos a pessoas como Otto de Habsburgo, filho de Carlos I, o último imperador austro-húngaro ou a Salvador Dali e sua mulher.

ariatides-principal

 

 

 

 

Anúncios

4 de julho de 1937

4 de julho de 1937

No dia 4 de julho de 1937, o anarcossindicalista Emídio Santana foi um dos autores do atentado contra António de Oliveira Salazar quando o presidente do Conselho se dirigia à capela particular do seu amigo Josué Trocado para assistir à missa.

Este atentado valeu a Emídio Santana uma pena de 16 anos de prisão.

Personalidade nascida neste dia

No dia 4 de julho de 1811 nasceu em Godim, Peso da Régua, D. Antónia Adelaide Ferreira, empresária portuguesa do setor do vinho do Porto.

Ficou viúva muito cedo, com apenas 33 anos, facto da sua vida que fez despertar a sua vocação de empresária caraterizada pela grande capacidade de inovar.

Era carinhosamente tratada por Ferreirinha e com a ajuda do administrador José da Silva Torres, que viria a ser o seu segundo marido, lutou contra os diversos governos portugueses que não davam o relevo necessário ao setor do vinho do Porto.

Enfrentou diversas dificuldades ao longo da sua vida, designadamente a doença da vinha conhecida por filoxera.

Morreu no dia 26 de março de 1896, deixando uma fortuna considerável e cerca de trinta quintas, mas mais importante perduram na memória a sua tenacidade e bondade.

Antónia_Adelaide_Ferreira_1.png

28 de junho de 1927

28 de junho de 1927

Neste dia o médico e professor, Egas Moniz, realizou a primeira angiografia cerebral com sucesso num doente vivo.

220px-Cerebral_angiography,_arteria_vertebralis_sinister_injection

Esta técnica inventada por ele mereceu a sua nomeação para o Prémio Nobel da Medicina por quatro vezes, que finalmente viria a ganhar em 1949 pela descoberta da leucotomia pré-frontal.

Personalidade nascida neste dia

No dia 28 de junho de 1910 nasceu Manuel Alfredo de Macedo Tito de Morais, engenheiro eletrotécnico e político português.

Foi um resistente anti-salazarista, tendo sido preso pela PIDE e vivido no exílio em diversos países de África e da Europa.

Após o 25 de abril de 1974 foi deputado, secretário de estado, vice-presidente e presidente da Assembleia da República, sempre pelo Partido Socialista, do qual foi um dos fundadores.

Recebeu diversas condecorações nacionais e estrangeiras como reconhecimento dos serviços prestados à nação portuguesa.

Morreu com 89 anos no dia 14 de dezembro de 1999.

tito_morais