22 de agosto de 1415

22 de agosto de 1415

Na manhã deste dia, as forças portuguesas constituidas por cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos conquistaram a cidade de Ceuta sem grande resistência dos mouros.

Refira-se que nesta conquista participou a aristocracia portuguesa mais relevante do século XV, incluindo o herdeiro ao trono, D. Duarte, os infantes D. Pedro e D.Henrique, assim como o Condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Embora os resultados da conquista de Ceuta não tenham sido os esperados, a verdade é que constituiu o primeiro passo para a expansão ultramarina daquele que viria a ser o império Português.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 22 de agosto de 1823 nasceu Manoel da Rocha Romariz, que foi o fundador da Casa de Romariz ligada à produção de vinho do Porto.

A familia manteve a gestão desta casa até 1966 quando foi vendida à empresa Guimaraens & Co donos da marca Fonseca.

Morreu no dia 8 de abril de 1892 na mesma terra onde nasceu, Mafamude em Vila Nova de Gaia.

 

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27 de julho de 1974

27 de julho de 1974

Neste dia o presidente da república, António de Spínola, promulgou a Lei n.º 7/74 que reconheceu formalmente o direito à autodeterminação dos territórios ultramarinos.

Desta forma, Portugal dava cumprimento à Carta das Nações Unidas e derrogava a parte correspondente do artigo 1.º da Constituição Política de 1933.

Personalidade nascida neste dia

No dia 27 de julho de 1837 nasceu Francisco Manuel de Melo Breyner, 4.º conde de Ficalho.

Foi um botânico de renome e lente catedrático da cadeira de Botânica na Escola Politécnica de Lisboa.

Publicamente exerceu as funções de mordomo-mor da Casa Real, par do reino, conselheiro de Estado e gentil-homem da câmara dos reis D. Luís I e D. Carlos I. Foi ainda o 20.º presidente da Câmara Municipal de Lisboa e fez parte do grupo Vencidos da Vida.

Deixou uma grande obra literária nos domínios da botânica, da história ou dos costumes dos povos, por exemplo.

Morreu no dia 19 de abril de 1903 e jaz sepultado no jazigo da família no cemitério dos Prazeres.

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Portugal e Angola

Acabei de ler quase de um fôlego os livros “Luanda como ela era 1960-1975” e “S.O.S. Angola – os dias da ponte aérea” da Rita Garcia.São 15 anos alucinantes com muitas coisas boas e muitas coisas más, nos quais fica evidente que a diferença está sempre nas pessoas e na capacidade de fazer o que é correto. Os relatos destes dois livros mostram de forma muito clara que “o certo e o errado” são sempre dependentes do referencial que temos definido no nosso sistema cartesiano.

Contudo, é importante que estas memórias não se percam porque fazem parte da história de povos afastados por milhares de quilómetros, mas que terão sempre a uni-los uma identidade suportada pelo maior património de um povo: a língua.

Sejamos capazes de ceder à tentação fácil dos ódios individuais e dos interesses económicos para não perder o que levou séculos a cimentar apesar dos erros cometidos por ambas as partes.

Sejamos capazes de unir novamente o que a história e os homens separaram, mas que essa união seja “atada” com laços culturais e de cooperação entre iguais.