Um ano na história de Portugal – lista de personalidades nascidas em junho

Personalidades portuguesas nascidas em junho

A lista de personalidades portuguesas nascidas em junho encontra-se discriminada abaixo, não pretendendo ser a lista das personalidades portuguesas mais relevantes.

Contudo, é certamente uma lista com muitos portugueses que ao longo dos últimos quase 900 anos se distinguiram nos mais diversos domínios da sociedade.

1 de junho de 1930 – Maria de Lourdes Modesto

2 de junho de 1865 – Amália Luazes

3 de junho de 1912 – Luís Egas da Câmara Pinto Coelho

4 de junho de 1944 – João Lobo Antunes

5 de junho de 1917 – José Baptista Pinheiro de Azevedo

6 de junho de 1502 – Rei D. João III

7 de junho de 1837 – António Alexandrino de Mello

8 de junho de 1521 – D. Maria, infanta de Portugal

9 de junho de 1900 – José Gomes Ferreira

10 de junho de 1906 – Mário Corino da Costa Andrade

11 de junho de 1704 – José António Carlos de Seixas

12 de junho de 1780 – José Xavier Mouzinho da Silveira

13 de junho de 1888 – Fernando Pessoa

14 de junho de 1769 – D. Marcos de Noronha e Brito

15 de junho de 1843 – Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque

16 de junho de 1792 – Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque

17 de junho de 1658 – Diogo de Mendonça Corte-Real

18 de junho de 1828 – Gregório José Ribeiro

19 de junho de 1731 – Joaquim Machado de Castro

20 de junho de 1803 – Agostinho Luís Alves

21 de junho de 1854 – Guilherme Charters Henriques de Azevedo

22 de junho de 1839 – João Paes de Vasconcellos

23 de junho de 1928 – Armando Cortez e Almeida

24 de junho de 1360 – Nuno Álvares Pereira

25 de junho de 1933 – Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira

26 de junho de 1938 – Francisco António de Vasconcelos Nicholson

27 de junho de 1885 – Guilhermina Augusta Xavier de Medin Suggia

28 de junho de 1910 – Manuel Alfredo de Macedo Tito de Morais

29 de junho de 1941 – Rodrigo Ferreira Inácio

30 de junho de 1871 – Alfredo da Silva

A revolução silenciosa

No último quarto de século o País tem vindo a melhorar um conjunto de infraestruturas básicas, o que tem vindo a permitir aos portugueses uma qualidade de vida incrementalmente melhor, embora em muitas áreas ainda com deficiências decorrentes da nossa falta de planeamento e, acima de tudo, de uma utilização menos eficaz do que a desejável do que têm sido as ajudas financeiras da União Europeia.

Assim, apesar das melhorias, globalmente e comparativamente com os nossos parceiros europeus continuamos na cauda da Europa.

Existem no entanto exceções que confirmam a regra, ou seja, setores onde, apesar de todas as nossas limitações para gerir abundância de recursos financeiros, atingimos uma posição, que nestas áreas específicas, é muito diferente da nossa classificação global.

Alguns destes setores são mais mediáticos e os portugueses acabam por ter a noção das evoluções conseguidas, enquanto que noutros, menos presentes na comunicação social, acabam por passar despercebidos, mesmo quando estão “debaixo do nosso nariz”.

Um bom exemplo é a qualidade da água da torneira, setor que viveu no último quarto de século uma revolução silenciosa.

De facto, tanto mudou e tão poucos se aperceberam.

Recordemos que em 1993, sete anos depois de entrarmos oficialmente na Comunidade Económica Europeia, apenas 50 % da água da torneira era considerada segura, ou seja, beber água da torneira era como atirar uma moeda ao ar e escolher cara ou coroa.

Paralelamente, estávamos nos anos 90 do século passado convencidos que o País era desenvolvido, o dinheiro entrava tal qual a água jorrava das fontes, os portugueses compravam casa, carro, mobílias e férias ao preço do crédito à habitação e vivíamos uma aparente era de prosperidade.

Contudo, beber água da torneira não era de todo um ato seguro do ponto de vista da proteção da saúde humana e todos se lembrarão da necessidade de comprar garrafões de água, quando nas nossas merecidas férias e pagas a taxas de juro anormalmente baixas graças a algo chamado de Euribor, nos deslocávamos no carro novo até ao reino dos Algarves.

Silenciosamente estava uma revolução em curso, que partindo da utilização dos dinheiros que chegavam dos novos colegas europeus, promoveram uma reorganização dos serviços de abastecimento de água.

Esta reorganização, pela sua grandeza, foi apresentando algumas falhas acopladas a algumas decisões políticas locais, regionais e nacionais que nem sempre contribuíram para um caminho mais célere, mas mais do que tudo geraram um resultado final extremamente positivo.

Este resultado, materializado na segurança com que hoje bebemos a água da torneira (agora o indicador passou dos 50 % para os 99 %), apenas foi possível com esta revolução silenciosa.

Uma revolução feita com base no trabalho de dezenas de milhares de trabalhadores espalhados pelo País nas entidades gestoras dos sistemas de abastecimento de água, nos laboratórios de controlo da qualidade, nas autoridades de saúde, nas administrações locais, regionais e centrais, na academia, nos centros de excelência, nos laboratórios de referência e em todos os lugares onde se tomaram decisões que nos fizeram chegar até aqui.

Muitas vezes pergunta-se como foi possível conjugar a vontade de tantos intervenientes a seguir o mesmo caminho numa ação concertada.

Foi e está a ser uma revolução silenciosa porque está a entrar nos nossos hábitos beber água da torneira, sem nos darmos conta que há tão poucos anos não o podíamos fazer com segurança.

Mas são as revoluções silenciosas que se entranham, solidificam e adquirem um elevado grau de perenidade.

Não nos esqueçamos que o maior avanço da medicina é o saneamento, ou seja, são estas as evoluções que de forma muito significativa contribuíram e continuam a contribuir em muitas áreas deste planeta para o aumento da esperança média de vida, para a diminuição das taxas de mortalidade infantil e para o aumento generalizado da melhoria das condições de vida.

Celebremos esta revolução silenciosa bebendo todos os dias água da torneira, silenciosamente como mandam as regras de boa educação, mas conscientes do valor que tem podermos fazê-lo com total segurança.

Mais um 5 de outubro

O País está mais uma vez entretido com as comemorações da implantação da república e com a atribuição de condecorações, mais ou menos polémicas, a personalidades, mais ou menos merecedoras das mesmas. A título de curiosidade, recordo que as condecorações não são mais do que uma cópia do que a monarquia fazia para distinguir aqueles que se destacavam em prol da nação lusa.

E mais uma vez o País não se apercebe, não discute e não reflete se o caminho que seguimos desde o dia 5 de outubro de 1910 é aquele que nos serve melhor enquanto povo e enquanto nação.

Com efeito, mais de 100 anos depois, a situação comparativa do País pouco ou nada melhorou face à realidade geográfica onde está inserido, ou seja, para todos aqueles que suportam a implantação da república como resultado de uma monarquia decadente dos finais do século XIX que não servia os interesses de todos os portugueses, repensem a vossa análise porque a república não nos colocou em melhor posição.

Continuamos genericamente na cauda da Europa e com diversos vícios implantados próprios de países pouco desenvolvidos e onde os interesses pessoais, efémeros e que a poucos servem, a não ser aos próprios, revelam uma falta de sentido de estado, uma falta de identidade e, mais do que tudo, uma inexistente visão estratégica do País a longo prazo, ou seja, multigeracional.

É importante recordar que vivemos “alegremente” num regime que foi montado com base num assassinato, numa conspiração contra um Estado democrático e sem suporte parlamentar, uma vez que os republicanos presentes no parlamento eram uma minoria muito pouco significativa.

Imagine-se o que diriam os republicanos se uma conspiração monárquica adotasse o mesmo procedimento para impor um novo modelo de Estado.

No entanto, descansem os republicanos porque os verdadeiros monárquicos colocam o País e o interesse nacional sempre à frente das suas convicções pessoais e não recorrerão aos métodos mais primitivos para impor o modelo que é para todos nós aquele que poderá recolocar Portugal como uma das nações mais relevantes do Mundo.

E enganam-se aqueles que pensam que a dimensão ou localização geográfica que temos nos impede de ter um papel relevante na história da Humanidade, iniciado formalmente no dia 5 de outubro de 1143, data esta que não merece quaisquer referências oficiais, mas que representa o dia do nosso nascimento.

Na verdade, ao não comemorarmos a data da fundação de Portugal é como se cada um de nós deixasse de comemorar a sua data de nascimento e passasse a comemorar apenas outra efeméride qualquer que tivesse ocorrido mais tarde.

Por todas estas razões, deixo aqui uma mensagem para que todos os monárquicos ou que têm simpatia pela monarquia e que se movem nos “corredores do poder” exerçam a sua influência para passarmos a lembrar este dia pela razão mais importante e que de uma vez por todas seja incluída na agenda das discussões a necessidade de abandonarmos um articulado da Lei Fundamental Portuguesa que é castrador da vontade de um povo poder decidir os seus destinos.

Parabéns Portugal por este dia e pelos teus 873 anos!!!!