2 de agosto de 1932

2 de agosto de 1932

Neste dia chegaram a Portugal os restos mortais do último rei de Portugal, D. Manuel II, falecido inesperadamente um mês antes de um edema da glote.

O funeral foi autorizado pelo governo português com honras de estado e jaz sepultado no Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora.

Personalidade nascida neste dia

No dia 2 de agosto de 1929 nasceu na cidade de Aveiro o cantor e compositor português José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, mais conhecido por Zeca Afonso.

O seu legado está essencialmente relacionado com as denominadas canções de intervenção e pela luta contra o Estado Novo.

As suas origens musicais estão relacionadas com o fado de Coimbra e ficou famosa a sua composição Grândola, Vila Morena, que foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas na Revolução dos Cravos.

Morreu no dia 23 de fevereiro de 1987, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

A sua obra continua a ser cantada por inúmeros artistas.

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28 de julho de 1131

28 de julho de 1131

Neste dia foi fundado o Mosteiro de Santa Cruz na cidade de Coimbra, onde se encontram sepultados os dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I.

A sua fundação foi concretizada pelo Arcediago D. Telo, D. João Peculiar e o primeiro santo português, S. Teotónio, que foi o primeiro Prior deste mosteiro.

Foi a mais importante casa monástica do reino, recebendo grandes privilégios e doações dos monarcas, e uma escola de grande qualidade, tendo ainda na Idade Média um estudante muito famoso, Fernando Martins de Bulhões, mais tarde Santo António de Lisboa.

Em agosto de 2003 foi-lhe reconhecido o estatuto de Panteão Nacional, partilhado com o Mosteiro dos Jerónimos, o Mosteiro da Batalha e a Igreja de Santa Engrácia em Lisboa.

Personalidade nascida neste dia

No dia 28 de julho de 1853 nasceu em Cucujães aquele que é considerado o pai da química portuguesa, António Joaquim Ferreira da Silva.

Foi Conselheiro do rei, par do reino e o primeiro presidente da Sociedade Portuguesa de Química.

As suas qualidades foram reconhecidas com a atribuição da comenda da Ordem de S. Tiago e quando foi feito cavaleiro da Legião de Honra.

Hoje dá nome ao mais importante prémio da química em Portugal.

Morreu no dia 23 de agosto de 1923.

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António de Cabedo

Um grande poeta esquecido

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A cidade de Setúbal viu nascer António de Cabedo por volta de 1530 na ilustre família dos Cabedos. Era um dos cinco filhos de Jorge de Cabedo e Teresa Pinheiro.

Foi bisneto de Diogo de Cabedo, filho de um morgado das Astúrias e o primeiro com este apelido em Portugal, que serviu o Infante D. Pedro, 1.º Duque de Coimbra, na sua viagem pela Europa. Mais tarde esteve ao serviço do Infante D. Fernando, 2.º Duque de Viseu e pai do rei D. Manuel I, que viveu em Setúbal.

Foi nesta cidade que Diogo de Cabedo fixou residência, casou com Brites Eanes Mousinho (Brites Ana Mouzinho, de acordo com Fernando Falcão Machado) e deste modo começou a história dos Cabedos de Setúbal.

António de Cabedo foi um poeta novilatino, cuja obra não é muito conhecida uma vez que morreu muito cedo, com cerca de 25 anos, estimando-se que a sua morte terá acontecido entre os anos de 1554 e 1557. Além de ter morrido muito cedo, acresce ainda o facto de ter sido confundido com o filho homónimo do seu irmão, Miguel de Cabedo.

Refira-se ainda que este seu irmão e o seu primo Diogo Mendes de Vasconcelos, foram também poetas novilatinos, além de juristas muito conceituados.

A sua mãe era irmã de D. Gonçalo Pinheiro, que foi bispo de Viseu, de Sanfim e de Tânger, além de embaixador de Portugal na corte francesa de D. Francisco I.

Este tio foi o grande responsável pela sua educação, tendo enviado António de Cabedo para o colégio da Guiena em Bordéus onde estudou Artes durante três anos. Durante este período ficou alojado na casa do Mestre João da Costa. Estudou ainda em Paris e na Universidade de Coimbra, tendo obtido o grau de bacharel em Cânones no dia 18 de julho de 1554.

Na capital francesa viveu no Colégio de Santa Bárbara, na casa do Mestre Sebastião Rodrigues, tendo também morado durante algum tempo em casa de um bedel da Faculdade de Cânones, onde teve por companheiro D. Lopo de Almeida.

Regressou a Portugal no final de junho de 1548 com o seu tio D. Gonçalo Pinheiro e os seus primos Miguel e Diogo.

Nesse mesmo ano António de Cabedo ficou a viver em Coimbra e a estudar Direito Canónico.

Em simultâneo com os estudos seguiu a carreira eclesástica e no ano de 1550 já era prior da Igreja do Salvador da Trofa. Refira-se que esta ligação à Trofa (Trofa do Vouga, ou seja, perto de Águeda) deveu-se muito provavelmente à influência do cunhado João Gomes de Lemos, senhor da Trofa, casado com a sua irmã, Leonor Pinheiro.

No dia 18 de julho de 1554 fez o exame para bacharel em Cânones na presença do Senhor Doutor Martim de Azpilcueta.

As referências em documentos a António de Cabedo terminam aqui, levando a supor que não terá vivido muito mais tempo.

De facto, se for considerado que no dia 11 de junho de 1557 morreu o rei D. João III e que não há registos de qualquer epitáfio deste poeta à morte do monarca, pode deduzir-se que António de Cabedo já teria morrido.

Os seus restos mortais estarão na sepultura dos Cabedos em Santa Maria da Graça de Setúbal.

O seu sobrinho, Gonçalo Mendes de Vasconcelos, filho de Miguel de Cabedo e Leonor Pinheiro de Vasconcelos, foi o responsável pela publicação da sua obra literária na edição de 1597 do De antiquitatibus Lusitaniae de André de Resende, reimpressa no volume I do Corpus illustrium poetarum latinorum qui latine scripserunt, obra editada em 1745 por António dos Reis e Manuel Monteiro.

A sua obra consagrou-o como um dos muitos humanistas que em latim escreveram sobre os grandes feitos dos portugueses durante os descobrimentos, sendo considerado um dos elementos mais importantes da intelectualidade do reinado de D. João III.

A sua obra foi amplamente elogiada por Barbosa Machado e pelo padre Manuel Monteiro no século XVIII.

O estudo da sua poesia dá a antever que António de Cabedo era provavelmente um jovem melancólico, com uma vida muito triste, quem sabe por causa de alguma doença grave.

Os seus poemas não escondem as suas origens nobres, defendendo, por exemplo, a permanência dos portugueses em África, em detrimento da presença no Brasil e no Oriente, se assim fosse necessário. Aliás, mais tarde é Luís de Camões que no episódio do Velho do Restelo defende a mesma ideia.

No mesmo sentido constata-se que a poesia de António de Cabedo, tal como a Luís de Camões mais tarde, consagra na história de Portugal essencialmente os feitos guerreiros como a expulsão dos godos e dos mouros e a conquista das Índias e das praças africanas.

Muito terá contribuído também para a poesia de António de Cabedo e de outros poetas humanistas o contexto histórico em que viviam, caracterizado pelos receios da perda da soberania portuguesa e pelo fracasso dos resultados da estratégia portuguesa em África.

Com efeito, os estudos efetuados à poesia de António de Cabedo consubstanciam-no como um representante central das especificidades do humanismo português (humanista e conquistador), influência que vamos encontrar duas décadas mais tarde na poesia de Luís de Camões.

Não é assim exagero considerar que António de Cabedo antecipou a poesia daquele que ainda hoje é considerado o expoente mais alto da poesia portuguesa.

Na sua obra consta, por exemplo, o poema intitulado Fontellum que retrata o encantamento que sentiu aquando da sua passagem pelo Fontelo em Viseu antes da vinda do seu tio, D. Gonçalo Pinheiro,  como bispo daquela cidade.

A sua visita ao Fontelo aconteceu muito provavelmente no ano de 1553, tendo o poema sido escrito durante os meses de agosto e setembro desse ano. O seu tio, D. Gonçalo Pinheiro, foi o responsável pela recuperação da casa e do parque do Fontelo aquando do exercício do seu bispado na cidade de Viriato.

Na sua obra encontram-se também referências à morte do príncipe D. João de Portugal no dia 2 de janeiro de 1554, aos soldados portugueses mortos em Ceuta ou à peste que ocorreu na região do Vouga.

Veja-se por exemplo Epicedium in milites ad Septam occisos, que relata a morte de trezentos e sete soldados portugueses em Ceuta no dia 18 de abril de 1553, entre os quais D. António de Noronha, filho de Francisco de Noronha, este último seu companheiro de viagem e do tio D. Gonçalo Pinheiro no regresso a Portugal em 1548.

Como já foi referido, as suas origens nobres com a vertente conquistadora de África levaram-no a incluir na sua obra também o abandono de D. João III de algumas praças africanas.

O poeta António de Cabedo teve uma amizade muito forte com Inácio de Morais, outro poeta novilatino nascido em Bragança no início do século XVI.

Este seu amigo, mestre em Artes com estudos feitos em Paris e Lovaina, também tirou o curso de Leis na Universidade de Coimbra paralelamente aos estudos de António de Cabedo em Cânones.

Terá sido nesta universidade que se encontraram e iniciaram a sua amizade, que está patente nas poesias que dedicaram um ao outro.

É assim que sabemos que António de Cabedo considerava Inácio de Morais uma pessoa bondosa e altruísta.

Relativamente aos poemas de Inácio de Morais dedicados a António de Cabedo, conhecem-se duas composições escritas aquando da morte deste último. As composições em causa são Antonii Cabedii celeberrimi poetae, Ignatii Moralis elegiaEiusdem tumulus.

Nestas composições Inácio de Morais qualifica o seu amigo António de Cabedo como uma pessoa muito moderada, pura e simples, com extrema dedicação aos estudos e com uma veia poética assinalável.

O poeta Inácio de Morais lamentou profundamente a morte prematura do seu amigo, que lhe “roubou” a fama que lhe estava reservada.

No epitáfio que lhe dirigiu retratou com grande rigor quem era António de Cabedo: homem de origem nobre, afável e honesto.

Referências bibliográficas

Affonso, Domingos de Araujo e Valdez, Rui Dique Travassos (1934). Livro de Oiro da Nobreza, Tomo III: 614

Couto, Aires Pereira do (1992). António de Cabedo – poeta novilatino. MÁTHESIS, Volume I: 193-219

Couto, Aires Pereira do (1994). O Poema Fontellum de António de Cabedo. HVMANITAS, Volume XLVI: 333-349

Couto, Aires Pereira do (1996). Inácio de Morais e António de Cabedo: uma amizade prematuramente interrompida pela parca. MÁTHESISVolume V: 265-276

Machado, Fernando Falcão (1953). Os Cabedos de Setúbal. Separata dos n.os 24/25 do Boletim da Junta de Província da Estremadura

Tannus, Carlos António Kalil (1988). Um poeta latino do século XVI: António de Cabedo. Tese de doutoramento em Língua e Literatura Latina, Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Tannus, Carlos António Kalil (1992). António de Cabedo: A cara e a coroa. HVMANITAS, Volumes XLIII-XLIV: 439-447

6 de maio de 1908

6 de maio de 1908

A Assembleia de Cortes realizada neste dia aclamou D. Manuel II como rei de Portugal, tendo o monarca jurado cumprir a Carta Constitucional.

Este juramento foi mantido mesmo no exílio, atitude reveladora do caráter excecional de D. Manuel II.

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Durante o seu reinado seguiu sempre a máxima que o rei reina, não governa. Com efeito, entendia que a intervenção direta de seu pai nos assuntos da governação tinha sido a causa do desfecho trágico que teve no dia 1 de fevereiro de 1908.

No entanto, debruçou-se diretamente sobre a Questão Social, ou seja, com as consequências da Revolução Industrial no crescente proletariado urbano criado ao longo do século XIX.

Personalidade nascida neste dia

No dia 6 de maio de 1738 nasceu Pascoal José de Melo Freire dos Reis, notável jurisconsulto, professor, magistrado, estadista e estudioso da História do Direito Português.

Foi aluno e lente da Universidade de Coimbra e sócio da Academia de Ciências de Lisboa, tendo sido nomeado por D. João, príncipe regente, Desembargador de Agravos da Casa de Suplicação, um dos mais altos cargos na magistratura da época.

Escreveu obras muito importantes de direito como Instituições do Direito Civil português, Instituições do Direito Criminal e História do Direito Civil Português.

Foi ainda autor de um projeto de código penal encomendado pela rainha D. Maria I.

Morreu em Lisboa no dia 24 de setembro de 1798.

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5 de maio de 1769

5 de maio de 1769

No início do século XVIII (1714-1716) foi instalada uma fábrica de papel na Lousã pelo genovês José Maria Ottone com o financiamento do rei D. João V.

Esta fábrica abasteceu de papel a Universidade de Coimbra, bem como saíram das suas instalações as folhas de papel para os documentos oficiais do país como o Diário do Governo e da Junta de Crédito Pública.

Depois da morte do seu fundador a fábrica entra em declínio e o novo monarca português, D. José I, constatando que o empréstimo régio nunca tinha sido satisfeito, mandou avaliar o imóvel para futura arrematação.

Contudo, um decreto de 5 de maio de 1769 determinou a sua venda a um comerciante do Porto, João Baptista Bourgeois, viabilizando-se assim a continuação de laboração de tão importante infraestrutura para a economia nacional.

Personalidade nascida neste dia

No dia 5 de maio de 1210 nasceu D. Afonso III, rei de Portugal depois da deposição do seu irmão mais velho D. Sancho II.

Foi o primeiro rei de Portugal a usar o título de rei do Algarve e teve o cognome de O Bolonhês por força do seu primeiro casamento com Matilde II, condessa de Bolonha.

O seu reinado ficou caraterizado por ter ouvido as vozes da classe média de pequenos mercadores e proprietários, tendo também ficado conhecido como o pai do Estado Português.

Também foi da sua responsabilidade a realização em Leiria das primeiras cortes em 1254 e no ano seguinte a transferência da capital de Portugal de Coimbra para Lisboa.

No final da sua vida envolveu-se em vários conflitos com a igreja, o que lhe valeu a excomunhão, apenas retirada em 1279 quando jurou obediência à instituição clerical.

Morreu no dia 16 de fevereiro de 1279 e jaz sepultado no mosteiro de Alcobaça.

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23 de abril de 1982

23 de abril de 1982

Este dia ficou marcado pela apresentação de exigências por parte de Portugal à NATO para aceitar a adesão de Espanha a esta organização internacional.

Entre as exigências portuguesas constava a recusa na existência de um comando unificado das Forças Armadas dos dois países ibéricos.

Personalidade nascida neste dia

No dia 23 de abril de 1185 nasceu em Coimbra o terceiro rei de Portugal, D. Afonso II.

Teve como cognomes o Gordo, o Crasso ou o Gafo, por força da doença que o terá afetado.

O seu reinado ficou caraterizado pela criação das primeiras leis escritas e pelas primeiras cortes com representantes do clero e da nobreza. O estilo de governação deste rei caraterizou-se também pela ausência de tendências belicistas, apesar do exército português ter desempenhado um papel significativo na batalha de Navas de Tolosa ao lado dos castelhanos, aragoneses e franceses contra os muçulmanos.

Outro aspeto relevante do seu reinado foi o conflito com o papa, que lhe valeu a excomunhão, retirada apenas quando D. Sancho II, o seu sucessor, conseguiu resolver o diferendo com a Igreja.

O rei D. Afonso II morreu em Santarém no dia 25 de março de 1223 e jaz sepultado no Mosteiro de Alcobaça.

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1 de março de 1290

1 de março de 1290

Foi neste dia que o rei D. Dinis assinou o documento Scientiae thesaurus mirabilis em Leiria, que cria a Universidade de Coimbra, fazendo com que seja uma das universidades mais antigas do mundo em operação.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 1 de março de 1647 nasceu João Heitor de Brito, missionário jesuíta muitas vezes chamado de O Francisco Xavier Português.

Depois de fazer os seus estudos partiu para a Índia onde chega em 1673. Neste país desenvolveu um trabalho missionário notável, convertendo milhares de pessoas ao cristianismo.

Foi perseguido pelo rei de Maravá, mesmo depois de ter curado o príncipe. Aliás, o príncipe ao converter-se ao cristianismo acicatou a ira do rei que o mandou decapitar e desmembrar.

Morreu no dia 4 de fevereiro de 1693.

Foi canonizado pelo Papa Pio XII no dia 22 de junho de 1947.

O Papa João Paulo II na homilia proferida no Parque Eduardo VII no dia 14 de maio de 1982 disse:

Como não lembrar o exemplo de S. João de Brito, jovem lisboeta que, deixando a vida fácil da corte, partiu para a Índia, a anunciar o Evangelho da salvação aos mais pobres e desprotegidos, identificando-se com eles e selando a sua fidelidade a Cristo e aos irmãos com o testemunho do martírio?

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16 de fevereiro de 1403

16 de fevereiro de 1403

Neste dia o rei inglês Henrique IV ratificou em Westminster o Tratado de Paz e Amizade luso-britânico assinado no dia 9 de maio de 1386 (Tratado de Windsor).

Este tratado é a mais antiga aliança diplomática em vigor no mundo e resulta do apoio dos ingleses à Casa de Avis na Batalha de Aljubarrota, renovando a aliança entre Portugal e Inglaterra estabelecida em 1373.

Personalidade nascida neste dia

No dia 16 de fevereiro de 1925 nasceu em Coimbra aquele que é considerado o maior guitarrista português, Carlos Paredes.

A sua carreira como guitarrista foi sempre marcada pelas fortes influências do seu pai, avô e tio, além do estilo coimbrão da sua música, da guitarra e da afinação da mesma.

Ficou conhecido como O mestre da guitarra portuguesa ou O homem dos mil dedos.

Foi militante do Partido Comunista Português e a sua ação como opositor a Salazar valeu-lhe a prisão pela PIDE em 1958.

A sua obra completa está editada num conjunto de oito CDs.

No dia 10 de junho de 1992 foi feito comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Nos últimos 11 anos de vida deixou de tocar por causa de uma doença do sistema nervoso central (mielopatia).

Morreu no dia 23 de julho de 2004 em Lisboa e está enterrado no Talhão dos Artistas no cemitério dos Prazeres na capital portuguesa.

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10 de fevereiro de 1994

10 de fevereiro de 1994

Neste dia os ministros dos Negócios Estrangeiros de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe reunidos em Brasília decidiram recomendar aos respetivos governos a realização de uma cimeira de Chefes de Estado e de Governo com o intuito de se adotar o ato constitutivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A CPLP é a organização multilateral privilegiada para o aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 10 de fevereiro de 1810 nasceu Adrião Pereira Forjaz de Sampaio, filho mais velho de José Maria Pereira Forjaz de Sampaio e de Maria do Carmo Freire Pimentel de Mesquita e Vasconcelos.

Nascido em Coimbra, foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Sócio da Academia Real das Ciências.

Teve uma carreira universitária ligada ao direito, tendo sido Lente Catedrático e Diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Morreu na Figueira da Foz no dia 11 de setembro de 1874.

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24 de janeiro de 1791

24 de janeiro de 1791

Nesta data foi criada na Universidade de Coimbra a cadeira de Botânica e Agricultura.

O primeiro titular desta cadeira foi Felix de Avelar Brotero e responsável também pela direção do Jardim Botânico da mesma universidade.

Personalidade nascida neste dia

O cavaleiro português, Luís Falcão de Mena e Silva, nasceu em Abrantes no dia 24 de janeiro de 1902.

Nos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936 ganhou a medalha de bronze na prova de saltos por equipas com o cavalo Fossette.

Nos Jogos Olímpicos de Londres em 1948 voltou a ganhar uma medalha de bronze na prova de dressage por equipas.

Foi militar de carreira até ao posto de Coronel.

Morreu em Lisboa no dia 3 de agosto de 1963.

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