25 de julho de 1139

25 de julho de 1139

Neste dia travou-se a Batalha de Ourique no atual Baixo Alentejo entre as forças portuguesas comandadas por D. Afonso Henriques e as forças muçulmanas em muito maior número e lideradas por Ali ibn Yusuf.

BatalhaOurique

Apesar de estarem em desvantagem numérica, as tropas de D. Afonso Henriques derrotaram o exército de almorávidas.

Esta vitória é o primeiro momento em que D. Afonso Henriques é aclamado como rei de Portugal, reconhecimento que lhe foi oficialmente feito no Tratado de Zamora a 5 de outubro de 1143.

Personalidade nascida neste dia

A data, bem como o local de nascimento, do nosso rei fundador, D. Afonso Henriques, permanece sem certezas.

Contudo, alguns autores defendem que o primeiro rei de Portugal terá nascido no dia 25 de julho de 1109, filho do Conde D. Henrique e de D. Teresa de Leão.

Após a morte do seu pai, D. Afonso Henriques encetou uma luta contra a sua mãe que se tinha aliado a nobres galegos, designadamente Fernão Peres de Trava.

O reconhecimento como rei de Portugal por parte do reino de Leão foi efetivado a 5 de outubro de 1143 no Tratado de Zamora e em 1179 pelo papa Alexandre III através da bula Manifestis Probatum.

Ficou conhecido pelo cognome de o Conquistador, tendo duplicado o território que herdara.

Morreu com 76 anos no dia 6 de dezembro de 1185 e jaz sepultado no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra.

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27 de maio de 1128

27 de maio de 1128

Neste dia D. Afonso Henriques garantiu o apoio de D. Paio Mendes, arcebispo de Braga, ao confirmar e ampliar o couto de Braga, dando-lhe também o couto da Lapela, o Castelo de Penafiel de Bastanço, as mercês de capelão-mor e chanceler-mor da Cúria Régia, assim como o direito de cunhagem.

Refira-se que D. Paio Mendes era um fervoroso adepto da causa do infante D. Afonso Henriques contra a sua mãe, D. Teresa, tendo sido um dos seus conselheiros mais importantes.

Personalidade nascida neste dia

No dia 27 de maio de 1918 nasceu Álvaro Augusto Martins dos Santos, intérprete de guitarra portuguesa, compositor e letrista.

Acompanhou os grandes nomes do fado (Amália Rodrigues, Fernando Farinha, Fernando Maurício e Tristão da Silva, entre outros) e deixou mais de 100 trabalhos editados, embora não seja um nome muito conhecido por ter feito grande parte da carreira no Porto.

Começou a tocar guitarra portuguesa aos cinco anos de idade na barbearia do pai e dizia que era barbeiro de profissão e guitarrista de paixão.

Um familiar de Álvaro Martins, de seu nome André Almeida Rodrigues, produziu e realizou em 2015 um documentário sobre este artista intitulado O Barbeiro Guitarrista.

Álvaro Martins morreu com 85 anos no dia 8 de novembro de 2003 na sua terra natal, Padrão da Légua.

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23 de maio de 1179

23 de maio de 1179

Neste dia o Papa Alexandre III reconhece Portugal como reino independente ao emitir a bula Manifestis Probatum.

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Este documento reconheceu ainda D. Afonso Henriques como o soberano deste novo reino e a validade do Tratado de Zamora assinado a 5 de outubro de 1143.

Personalidade nascida neste dia

No dia 23 de maio de 1923 nasceu o professor, filósofo e ensaísta, Eduardo Lourenço de Faria.

É considerado um dos grandes, senão o maior, pensador português.

Tem uma vasta obra publicada, caraterizada por nunca se ter fechado numa determinada escola de pensamento. Pode ser considerada como a sua maior obra O labirinto da saudade: psicanálise mítica do destino português.

Recebeu diversos prémios e homenagens, destacando-se o Prémio Camões em 1996, o Prémio Pessoa em 2011 ou o Prémio Vergílio Ferreira em 2001.

Constam do seu currículo as condecorações estrangeiras de Oficial da Ordem Nacional do Mérito de França (1996), de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras de França (2000) e de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra de França (2002).

No panorama nacional recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (10 de junho de 1992), a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (21 de maio de 2003) e a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (9 de junho de 2014), além de ter sido feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (13 de julho de 1981).

Atualmente é Conselheiro de Estado por convite do Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

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14 de maio de 1122

14 de maio de 1122

Nesta data o infante D. Afonso Henriques armou-se cavaleiro na catedral de Zamora ou em Tui.

Este facto acontece depois do infante, sob a influência do arcebispo de Braga, D. Paio Mendes, ter tomado em 1120 uma posição política oposta à de sua mãe e que culminou em 1128 com a batalha de São Mamede.

Personalidade nascida neste dia

No dia 14 de maio de 1924 nasceu o compositor, maestro e professor de música, Joly Braga Santos.

Compôs uma vasta obra musical e sobre ele disse o musicólogo João de Freitas Branco que “Ele é o inverso do artista que se dirige apenas a minorias privilegiadas. Ele queria que muitas pessoas viessem a usufruir da sua arte.“.

A UNESCO elegeu-o como um dos 10 melhores compositores de música contemporânea da sua época e Portugal reconheceu o seu mérito quando lhe atribuiu a comenda da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (13 de julho de 1981), além de lhe ter concedido também a Medalha de Mérito Cultural a título póstumo (1 de outubro de 1990).

Morreu no auge da sua criatividade no dia 18 de julho de 1988.

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15 de março de 1147

15 de março de 1147

Neste dia D. Afonso Henriques conquistou Santarém aos mouros num golpe audacioso executado durante a noite e com um exército reduzido.

Refira-se que Santarém estava sob domínio mouro desde 715.

Personalidade nascida neste dia

No dia 15 de março de 1700 nasceu em Lisboa a 3.ª marquesa de Távora, D. Leonor Tomásia de Lorena e Távora.

Ficou conhecida por ter sido uma das vítimas executadas durante o processo dos Távoras.

Com efeito, foi acusada de ter sido a grande instigadora da tentativa de assassinato de D. José I, rei de Portugal.

Foi presa em sua casa no dia 13 de dezembro de 1758 e no dia 12 de janeiro seguinte foi sentenciada com a pena de decapitação.

No dia 13 de janeiro foi executada juntamente com o seu marido, os filhos Luís Bernardo e José Maria, o seu genro e o seu cunhado, todos considerados cúmplices da tentativa de regicídio.

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9 de janeiro de 1154

9 de janeiro de 1154

Neste dia o rei D. Afonso Henriques encarregou os trinta cavaleiros vilãos que ajudaram a conquistar Sintra aos mouros de governarem este território e protegerem-no das investidas árabes.

Foi assim atribuída carta de foral a Sintra, que se encontra abaixo reproduzida em latim medieval.

É de destacar que, fazendo jus à sua qualidade de homem de estado, D. Afonso Henriques atribuiu um conjunto de regras, leis e privilégios que contribuíram em muito para a solidificação do tecido social e económico deste território.

FORAL DE SINTRA

1. In nomine patris et filii et spiritus sancti amen. Placuit mihi alfonso portugalensis Regi comitis henrici et regina tarasie filio magnis quoque regis aldefonso nepoti et uxori mee Regine Mahalde Comitis amedeu filie vobis qui in sintrie habitatis maioribus sive minoribus cujuscum que ordinis sitis kartam facere firmitudinis vobis et filiis vestris atque progenis de jure estabelitate atque servicio.

2. In primis damus vobis XXX casales cum suis hereditatibus in ulixbona XXX populat oribus qui in presenti illud castellum populatis ut habeatis illos tam vos quam filii vestri hereditario jure et non faciatis de illis ali quod forum in ulixbona nisi in vestro castello. Si vero placuerit vobis mitere homines in ilis casalibus nullum forum faciant nisi vobis dominis casallium et si habueritis vel emeritis hereditatem in aliqua terra Regis habeatis illam per forum sintrie.

3. Hec igitur sunt qui pertinent ad vestrum forum. Nunquam itaque faciatis nobis senaram.

4. Pro homicidio rausso et estercure in hore positio Xem morabitinos harum rerum opertor tribuat medium Regi medium domini intencionis.

5. Et sifecerit homicidium per occasionem qui bonios homines ilum videant / vel pectet que si impos uerint et rausum vel / pectet nisi per exquiricionem bonorum hominum.

6. Qui domum ali cujus disruper it LXª solidos pectet medium regi medium domini intencionis.

7. Si disruptor aliis duobus aut plus se comitantibus fecerit sim autem minus vel (sic) et in nulla calupnia recipiantur illi qui castellum judica verint.

8. Siquis alicui vulnera lancia gladio aut cutello intulerit V morabitinos pectet medium regi medium domini intencionis.

9. Qui arma in oppido insane extraserit perdat illa et si lix sub fideijussoribus comissa fuerit per forum sintrie non sedeat de helmo nec de lorica ni si de escuto et de porrina.

10. Et non veniat ibi homo de aliqua terra et qualis dederit ipso recado tale dent illi allio pro igualia sit cautum illius aut fiadoria I solidum si fuerit juncta aut distributa et non sedeat prova facta nec infiada si non plus de morabitino et pro morabitino nichil.

11. De allis percussionibus factis manu calce petra et palo et aliis intencionibus nulla sit calupnia excepto supraditis.

12. Agricole pedites qui uno bove laboraverit I sestarium inter triticum et secundam cibariam tribuat si duobus aut quam pluribus laboraverit Im quartarium inter triticum et secundam cibariam dent per alqueire de azougui.

13. Et Im puzal vini a V quinalibus et supra de alio labore nichil.

14. Homo qui cum boves labora verit non faciat alium forum de alia ganantia qui ganaverit.

15. Venator si cervum aut cervam hujusmo di venat um laqueis sive meteriis ceperit medium lumbi tribuat. De porco unam costam siquis inquisitor conelios fuerit semel in anno tres conelios cum suas pelles tribuat siquis inquisitor mellis fuerit semel in anno I medium alqueire ipsius mellis tribuet.

16. Zapateiro I solidum faber ferret I cavallum mercator sive pelitario I solidum.

17. Ceguu qui fuerit sabido de sua muliere bona per exquiricione de bonos homines pectet I morabitinum.

18. Homo manio qui non habuerit filios quando morierit dent suum habere ad suos parentes et pro sua anima.

19. Si furtum super aliquem inventum fuerit dominus peccunie in duplum accipiat peccuniam et Regio principi septem partes.

20. Si homo vel mulier occiderit suum corpus nichil pectet sed accipiant suum habere parentes ejus.

21. Si aliquis ibi comorancium ab uno anno vendat suam hereditatem ad suum vicinum.

22. Homo qui non habuerit boves et cum alienos de aliqua terra laboraverit in sua hereditate faciat forum sui vicini.

23. Mercator sintrie non det portadigo in tota terra Regis si aliquis vendiderit aut emerit.

24. Si fuerit cum mandato de concilio vel de rancura ad Regem habet suam racionem in curiam regis.

25. Milites semel in anno in regis exercitu militent pro sua ganancia et non accipiat Rege de illos nichil Et si noluerint vel non potuerint in fossado ambulare nichil pectet et in appelido contra chritianos tantum exeant ut eadem die ad domum redire possint contra paganos autem prout melius potuerint.

26. Siquis habere potuerint subditos in castello vel extra municionibus in sua hereditate domum habitantes non faciant forum nisi ad dominum hereditatis.

27. Militum siquis obierit et uxorem reliquierit quamdiu fuerit vidua stet in honore militis.

28. Et similes perdiderit equm stet honoratus usque ad annos V post si non potuerit aut noluerit habere equum faciat morem peditis.

29. Peditum autem siquis habere potuerit equm stet in honore militum.

30. Filii militum aut peditum quamdiu in hereditate patris se potuerint continere mortuo aut vivente patre unus pro omnibus unum forum faciant.

31. Siquis cum hominibus aliis in locis habitantibus intencionem habuerit et in concilio directum petierit et non impetraverit et pignus acceperit quamvis postea ab intencionam convictus sit pignus absque duplo redat.

32. Siquis habuerit intencionem vel concilium taliaverit cum homines de fora det directum juxta aquas currentes de suo castello judices qui intencionem judicaverint sedeant per medium.

33. Siquis ad concilium venire neglexerit ad faciendum directum de hoc quod sibi objecerint saiom eat ad pignorandum et pignus accipiat sed nunquam domum sigillet.

34. Si judicem vel saiom pro sua intencione et non pro intencione principis percussus aut vulneratus fuerit sit tanta calumpnia illius quanto de alio aliquo si judicem percussus fuerit principis II solidos pectet pro saiom I solidum pro intencionem Regis.

35. Judicem et saiom sit ex naturalibus et intret et exeat per manum concilii et nunquam judicem neque saiom de alia terra super vos veniat.

36. Judicem accipiat sua decima de tota calumpnia partem principis saiom accipiat aliam decimam de parte judicis.

37. Homo qui inprimar et alium percusserit accipiat Xcem barancadas et ponat dexteram manum in terra et postea faciat directum ad illum qui percusserit per suum forum.

38. Milites si viderint inimicos Regis paganos vel christianos qui male volunt facere veniant cum mandato in ulixbona et plus longe non et pro alia intencione non faciant alium mandatum neque pedites neque milites.

39. Milites aut pedites qui in aliena terra ambulaverint sint cautati et non ponant in ilis manum pro male facere pro nulla intencionem et si jam illum prendiderint aut dequm suum in terra jactaverit C solidos pectent et postea quantum demandaverint tantum in duplum componant aut si aliquis illi male fecerint sive de habere quomodo de alia intencione tota in duplo componat.

40. Homo qui fuerit firidore et non se inde voluerit emendare usque tres vices per manum Concilli aut cusculator fuerit et non se voluerit emendare per forum sintrie domum suum destructum sit.

41. Per forum sintrie sex homines debent jurare pro homicidio pro aliquod quoque juramento tres homines et nunquam plus nisi pro homicidio.

42. Milites sintrie castello debent testimoniare cum omnes milites terre Regis exceptis Regem pedites similiter.

43. Milites sintrie qui bene serviverint suum alcaide recipiant de illo I donum bonum semel in anno.

44. Homo qui voluerit acciperit (sic) mulierem per mandatum de suos parents det ei in dote sua Iª fustam et I zapatas et Iª cintam et Iª pelle et Iº manto et Lª solidos in fiadoria pro benedicione sed si potea penituerit quanto dederit tantum perdat et ipsam fiadoriam pectet. Et si mulier penituerit aut noluerit aut parentes ejus quantum de eo acceperit sed postea suam fiadoriam.

45. Homicida et refuga qui ibi confugerint retineantur servus similiter exceptis si fuerit de rege.

46. Clerici habeant more militum. Clericus sit naturalis et pro forum sintrie non perdat suam ecclesiam sed habeat illam pro hereditate nis i feceri talia facinora pro quibus debet et amit tere ordines pro nullo homine neque per regem neque per episcopum.

47. Sed nos moratores supradicti castelli pro isto bono foro quod nobis rex noster et uxor ejus dant promittimus illis fidelle sempre obsequium et contra homines eorum inimicos ponamus corporae habere

48. Et si tempus venerit quod illas ravaldes sintrie Rex voluerit populare singulos casales cum suis hereditatibus accipiant illi qui castelum moraverint.

49. Clericus sintrie debent servire suo episcopo et habeat racionem in domum episcopi. Episcopus de ad illum semel in anno I donum bonum.

50. Era Mª Cª LXª IIª Vª idus januarii.

51. Ego alfonsus gratia dei rex Portugalensis simul cum uxore mea Regina mahalda roboro + et confir ++ mo + istam kartam. Et siquis venerit vel venerimus qui hoc factum irrumpere voluerit pariat quingentos aureos et cum belzebub sit excomunicatus.

52. Sint autem termini ejus terra pro laborare et pro plantare sedeat Almesquez aquas discurrentes et ad outeiros et quomodo dividat per viam publicam qui vadit sub caprillis usque ad montem aquas vertentes ad outeiros et quomodo dividat per chilaios usque ad flumen galamar et si plus crescerent gentes crescant ad illos hereditatem per placere Regis.

53. Dapifer Curie fernandus captivus test. Pelagius zapata consalvus de saussa Petrus fernandiz donnus valascus gunsalvus rodriguiz menendus monis laurencius venegas sancius muniz Egeas archidiacunus eclesie ulixbon. Confirmo hoc factum signifer petrus pelagii princeps ulixb. Alfonsus menendi conf. Princeps colimbrie rodrigus pelagii, princeps santaranensis Johanes Ramiriz conf. Magister albertus notarius regis scripsit. – Alfonsus Rex Portugalensis – Regina Mahalda – Magister Albertus.

Personalidade nascida neste dia

No dia 9 de janeiro de 1753 nasceu Luisa Rosa de Aguiar, mais conhecida por Luisa Todi e que é considerada a meio-soprano portuguesa mais célebre de todos os tempos.

Tinha a capacidade invulgar de cantar com toda a perfeição em francês, inglês, italiano e alemão.

Foi a protagonista de uma carreira internacional que durou mais de 20 anos, iniciada em Londres no ano de 1777 e terminada em Nápoles em 1799.

Durante estas duas décadas passou por França, Itália, Áustria, Alemanha, Rússia e Espanha.

Morreu no dia 1 de outubro de 1833, tendo sido enterrada num cemitério que hoje já não existe e, como tal, desconhece-se o paradeiro das suas ossadas.

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22 de dezembro de 1159

22 de dezembro de 1159

Nesta data o rei de Portugal, D. Afonso Henriques, encontra-se com o rei de Leão, D. Fernando II, com o objetivo de tratar das demarcações fronteiriças das reconquistas portuguesas e leoninas.

Este encontro aconteceu em Santa Maria de Palo.

Personalidade nascida neste dia

Na ilha Terceira em Angra do Heroísmo nasceu Francisco Maria da Cunha no dia 22 de dezembro de 1832.

Foi um militar de exceção, tendo servido nas colónias portuguesas de África e Oceania. Em 1877 foi nomeado governador de Moçambique, cargo que ocupou até 1880. Neste período destacou-se ao debelar uma revolta na Zambézia e ao tomar posse de Inhaca, o que lhe valeu elogios rasgados dos governos português e britânico.

Entre 1891 e 1892 foi também governador-geral da Índia portuguesa.

Entre outros cargos em instituições militares, foi ainda Ministro da Guerra em 1897, Chefe da Casa Militar, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (1905 – 1909), presidente do Montepio Geral e da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Foi ainda ajudante de campo e membro do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima do rei D. Carlos.

Os seus serviços ao país foram reconhecidos com a atribuição das comendas da Ordem de Avis e da Ordem de Torre e Espada.

Morreu em Lisboa no dia 13 de janeiro de 1909.

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11 de novembro de 1861

11 de novembro de 1861

Neste dia, Luís I de Portugal, iniciou o seu reinado que durou até ao dia 19 de outubro de 1889, data da sua morte com 50 anos.

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D. Luís I de Portugal, de seu nome completo Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança, herdou o trono depois da morte do seu irmão mais velho, D. Pedro V, em 1861.

Ficou conhecido como O Popular devido à adoração que o povo tinha por ele, tendo Eça de Queirós atríbuido-lhe o cognome de O Bom.

A sua aclamação aconteceu a 22 de dezembro de 1861. Era um homem culto, com grande sensibilidade artística para a pintura e música e falava diversas línguas europeias, tendo inclusivamente traduzido algumas obras de William Shakespeare.

Foi durante o seu reinado que surgiu a Questão Coimbrã e que se realizou a Conferência de Berlim e o consequente Mapa Cor-de-Rosa que definiu a partilha de África entre as grandes potências colonizadoras (Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra e Portugal). Foi também durante o seu reinado que surgiram diversos partidos políticos como o Partido Reformista, o Partido Operário Socialista e o Partido Progressista. No final do reinado também o Partido Republicano estava estruturado.

Morreu subitamente no dia 19 de outubro de 1889 na cidadela de Cascais e jaz sepultado no Panteão Real da Dinastia de Bragançla no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

Personalidade nascida neste dia

No dia 11 de novembro de 1154 nasceu em Coimbra aquele que veio a ser o segundo rei de Portugal, D. Sancho I, o Povoador.

O seu cognome deriva do estímulo que introduziu no povoamento do país, destacando-se a fundação da cidade da Guarda em 1199 e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes (Gouveia e Covilhã em 1186, Viseu e Brangança em 1187 e Belmonte em 1199). Refira-se que as áreas mais remotas do reino foram povoadas com imigrantes da Flandres e da Borgonha.

Era o quarto filho de D. Afonso Henriques, mas a morte do seu irmão mais velho, D. Henrique, colocou-o na sucessão ao trono.

Foi armado cavaleiro pelo pai no dia 15 de agosto de 1170 e tornou-se o seu braço direito, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista administrativo. Foi coroado rei no dia 6 de dezembro de 1185 na Sé de Coimbra, cidade que manteve como o centro do seu reino.

Durante o seu reinado, que durou até 26 de março de 1211, dedicou grande parte do seu esforço de governação à organização política, administrativa e económica do reino.

Está sepultado no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra.

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25 de outubro de 1147

25 de outubro de 1147

Neste dia D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos mouros depois de um cerco de 20 semanas e de uma tentativa de acordo para a entrega pacífica da cidade.

O entusiasmo da conquista de Santarém motivou ainda mais D. Afonso Henriques a pensar na tomada de Lisboa, que se veio a realizar com o apoio de uma frota de cruzados que fez escala na Foz do Douro vinda de Darmouth.

O bispo do Porto, D. Pedro, foi encarregado pelo rei português da tarefa de convencer a esquadra de cruzados constituída por cavaleiros “francos” ingleses, teutónicos e bretões. Os argumentos utilizados foram os da causa justa e o de não renunciar ao uso das armas quando se trata de combater os inimigos da fé.

Chegados a Lisboa, depois de gorada a tentativa de um acordo pacífico para a entrega de Lisboa, iniciou-se o cerco que impediu os mouros de receber mantimentos e água.

Os mouros ainda tentaram obter o apoio do rei dos Eborenses, Mahomede, mas este não quis romper a trégua assinada com D. Afonso Henriques.

Assim, no dia 25 de outubro de 1147, após 20 semanas do cerco iniciado no dia 1 de julho, Lisboa é conquistada.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 25 de outubro de 1838 nasceu em Lisboa Francisco Higino Craveiro Lopes, avô do futuro presidente da república, Marechal Craveiro Lopes.

Francisco Higino Craveiro Lopes foi um militar de nomeada com cargos, títulos e comendas muito relevantes:

  • General de Divisão do Exército
  • Comendador, Oficial e Grã-Cruz da Real Ordem Militar de Avis
  • Medalhas militares de Prata e Ouro de Bons Serviços
  • Grã Cruz da Ordem de Mérito Militar
  • Grã Cruz da Ordem de Isabel a Católica de Espanha
  • Grã Cruz de 1ª Classe da Real Ordem da Coroa da Prússia
  • Grande Oficial da Legião de Honra Francesa
  • Comendador e Grã-Cruz de Torre e Espada
  • Comandante da Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas em 1888
  • Comandante do Regimento de Artilharia 1 em 1889
  • Inspector do Material de Guerra da 1ª Div. Militar em 1890
  • Chefe da 3ª Rep. do Comando Geral de Artilharia em 1893
  • Director Geral do Ministério da Guerra em 1895
  • 1º Ajudante de Campo do rei D. Carlos I em 1900
  • Chefe da Casa Militar do rei D. Manuel II
Morreu no dia 11 de agosto de 1909.
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