2 de agosto de 1932

2 de agosto de 1932

Neste dia chegaram a Portugal os restos mortais do último rei de Portugal, D. Manuel II, falecido inesperadamente um mês antes de um edema da glote.

O funeral foi autorizado pelo governo português com honras de estado e jaz sepultado no Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora.

Personalidade nascida neste dia

No dia 2 de agosto de 1929 nasceu na cidade de Aveiro o cantor e compositor português José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, mais conhecido por Zeca Afonso.

O seu legado está essencialmente relacionado com as denominadas canções de intervenção e pela luta contra o Estado Novo.

As suas origens musicais estão relacionadas com o fado de Coimbra e ficou famosa a sua composição Grândola, Vila Morena, que foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas na Revolução dos Cravos.

Morreu no dia 23 de fevereiro de 1987, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

A sua obra continua a ser cantada por inúmeros artistas.

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A revolução silenciosa

No último quarto de século o País tem vindo a melhorar um conjunto de infraestruturas básicas, o que tem vindo a permitir aos portugueses uma qualidade de vida incrementalmente melhor, embora em muitas áreas ainda com deficiências decorrentes da nossa falta de planeamento e, acima de tudo, de uma utilização menos eficaz do que a desejável do que têm sido as ajudas financeiras da União Europeia.

Assim, apesar das melhorias, globalmente e comparativamente com os nossos parceiros europeus continuamos na cauda da Europa.

Existem no entanto exceções que confirmam a regra, ou seja, setores onde, apesar de todas as nossas limitações para gerir abundância de recursos financeiros, atingimos uma posição, que nestas áreas específicas, é muito diferente da nossa classificação global.

Alguns destes setores são mais mediáticos e os portugueses acabam por ter a noção das evoluções conseguidas, enquanto que noutros, menos presentes na comunicação social, acabam por passar despercebidos, mesmo quando estão “debaixo do nosso nariz”.

Um bom exemplo é a qualidade da água da torneira, setor que viveu no último quarto de século uma revolução silenciosa.

De facto, tanto mudou e tão poucos se aperceberam.

Recordemos que em 1993, sete anos depois de entrarmos oficialmente na Comunidade Económica Europeia, apenas 50 % da água da torneira era considerada segura, ou seja, beber água da torneira era como atirar uma moeda ao ar e escolher cara ou coroa.

Paralelamente, estávamos nos anos 90 do século passado convencidos que o País era desenvolvido, o dinheiro entrava tal qual a água jorrava das fontes, os portugueses compravam casa, carro, mobílias e férias ao preço do crédito à habitação e vivíamos uma aparente era de prosperidade.

Contudo, beber água da torneira não era de todo um ato seguro do ponto de vista da proteção da saúde humana e todos se lembrarão da necessidade de comprar garrafões de água, quando nas nossas merecidas férias e pagas a taxas de juro anormalmente baixas graças a algo chamado de Euribor, nos deslocávamos no carro novo até ao reino dos Algarves.

Silenciosamente estava uma revolução em curso, que partindo da utilização dos dinheiros que chegavam dos novos colegas europeus, promoveram uma reorganização dos serviços de abastecimento de água.

Esta reorganização, pela sua grandeza, foi apresentando algumas falhas acopladas a algumas decisões políticas locais, regionais e nacionais que nem sempre contribuíram para um caminho mais célere, mas mais do que tudo geraram um resultado final extremamente positivo.

Este resultado, materializado na segurança com que hoje bebemos a água da torneira (agora o indicador passou dos 50 % para os 99 %), apenas foi possível com esta revolução silenciosa.

Uma revolução feita com base no trabalho de dezenas de milhares de trabalhadores espalhados pelo País nas entidades gestoras dos sistemas de abastecimento de água, nos laboratórios de controlo da qualidade, nas autoridades de saúde, nas administrações locais, regionais e centrais, na academia, nos centros de excelência, nos laboratórios de referência e em todos os lugares onde se tomaram decisões que nos fizeram chegar até aqui.

Muitas vezes pergunta-se como foi possível conjugar a vontade de tantos intervenientes a seguir o mesmo caminho numa ação concertada.

Foi e está a ser uma revolução silenciosa porque está a entrar nos nossos hábitos beber água da torneira, sem nos darmos conta que há tão poucos anos não o podíamos fazer com segurança.

Mas são as revoluções silenciosas que se entranham, solidificam e adquirem um elevado grau de perenidade.

Não nos esqueçamos que o maior avanço da medicina é o saneamento, ou seja, são estas as evoluções que de forma muito significativa contribuíram e continuam a contribuir em muitas áreas deste planeta para o aumento da esperança média de vida, para a diminuição das taxas de mortalidade infantil e para o aumento generalizado da melhoria das condições de vida.

Celebremos esta revolução silenciosa bebendo todos os dias água da torneira, silenciosamente como mandam as regras de boa educação, mas conscientes do valor que tem podermos fazê-lo com total segurança.

24 de março de 1975

24 de março de 1975

Neste dia o Conselho da Revolução, que se pode considerar a estrutura antecessora do atual Conselho de Estado, expulsou das Forças Armadas o general Spínola e mais 18 oficiais.

Refira-se que este orgão tinha ainda a competência de declarar a guerra, fazer a paz e declarar os estados de sítio e de emergência.

Personalidade nascida neste dia

No dia 24 de março de 1762 nasceu em Lisboa um dos mais famosos compositores portugueses de todos os tempos, Marcos António da Fonseca Portugal, mais conhecido por Marcos Portugal.

Compôs a sua primeira obra com 14 anos e aos 20 já era o organista e compositor da Santa Igreja Patriarcal de Lisboa.

Ao longo da sua carreira em Portugal, Itália e no Brasil compôs mais de 40 óperas e um grande número de obras sacras, destacando-se as que foram compostas para os seis órgãos da Basílica de Mafra.

Foi ainda o autor dos primeiros hinos oficiais de Portugal e do Brasil, respetivamente Hymno Patriótico de 1809 e Hino da Independência do Brasil de 1822.

Morreu no Rio de Janeiro no dia 17 de fevereiro de 1830.

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31 de janeiro de 1891

31 de janeiro de 1891

Neste dia teve lugar o primeiro movimento revolucionário para a implantação do regime republicano em Portugal.

O que aconteceu foi um levantamento militar na cidade do Porto contra  as cedências do governo ao ultimato britânico de 1890 relacionado com o Mapa Cor-de-Rosa.

Contudo, a revolta foi debelada e teve como resultado a morte de 12 revoltosos, 40 feridos e a fuga para o estrangeiro de alguns dos implicados.

Personalidade nascida neste dia

Nasceu no dia 31 de janeiro de 1512 D.Henrique, rei de Portugal. Era filho do rei D. Manuel I e da infanta de Espanha, D. Maria de Aragão e Castela.

Reinou no período de 4 de agosto de 1578 até ao dia da sua morte, 31 de janeiro de 1580. Ficou conhecido pelos cognomes de O Casto, por ser um membro do clero e não poder deixar descendência legítima, O Cardeal-Rei, por ser um membro do clero ou O Eborense, por ter sido arcebispo da cidade de Évora, onde fundou a primeira universidade desta cidade.

Sucedeu a D. Sebastião depois da sua morte na batalha de Alcácer-Quibir.

Por não ter conseguido do papa Gregório XIII autorização para renunciar à sua posição clerical e procurar uma noiva para gerar descendência e por não ter querido nomear como seu sucessor o seu sobrinho, Prior do Crato, após a sua morte foi uma junta de cinco governadores que assumiu a regência de Portugal.

O trono acabaria por ser ocupado por Filipe II de Espanha e I de Portugal, iniciando-se assim a dinastia filipina.

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