Um ano na história de Portugal – lista de acontecimentos do mês de dezembro

Acontecimentos relevantes no mês de dezembro

A lista abaixo compila acontecimentos relevantes da história de Portugal que ocorreram no mês de dezembro, sendo que cada um deles é objeto de um post específico neste blogue.

Podem não ser os acontecimentos mais relevantes de cada um dos dias, mas são certamente importantes na história de Portugal e contribuíram de alguma forma para o país que somos hoje.

1 de dezembro de 1640 – Dia da Restauração

2 de dezembro de 1640 – Santarém é a primeira cidade a aclamar D. João IV como rei de Portugal

3 de dezembro de 1530 – Início da colonização do Brasil

4 de dezembro de 1980 – Desastre aéreo de Camarate

5 de dezembro de 1985 Participação memorável de Portugal no 34.º Salão Internacional de Invenções de Bruxelas

6 de dezembro de 1925 – Prisão de Alves dos Reis

7 de dezembro de 1758 – Recuperação total de D. José I depois do atentado de 3 de setembro

8 de dezembro de 1489 – Confirmação e renovação em Évora do Tratado Luso-Britânico de 9 de maio de 1386

9 de dezembro de 1097 – O conde D. Henrique reivindica o Condado Portucalense

10 de dezembro de 1510 – Conquista de Goa por Afonso de Albuquerque

11 de dezembro de 1898 – Elogio histórico a José Maria Latino Coelho na Academia Real das Ciências de Lisboa

12 de dezembro de 1807 – Os reis da Etrúria abdicam para assumir o reino da Lusitânia Setentrional

13 de dezembro de 2007 – Assinatura do Tratado de Lisboa da União Europeia

14 de dezembro de 2001 – Classificação pela UNESCO do Alto Douro Vinhateiro como património da Humanidade

15 de dezembro de 1640 – Aclamação de D. João IV como rei de Portugal

16 de dezembro de 1852 – Fundação do Instituto Agrícola de Portugal

17 de dezembro de 1327 – Assinatura de um tratado de paz entre D. Afonso IV de Portugal e D. Afonso XI de Castela

18 de dezembro de 1622 – Vitória portuguesa na batalha de Mbumbi

19 de dezembro de 1999 – Último dia de administração portuguesa em Macau

20 de dezembro de 1838 – Nomeação de Almeida Garrett como cronista-mor do reino

21 de dezembro de 1471 – Descoberta do arquipélago de S. Tomé e Príncipe

22 de dezembro de 1159 – Encontro entre D. Afonso Henriques e D. Fernando II, rei de Leão, para tratar as demarcações fronteiriças

23 de dezembro de 1976 – D. Duarte Pio de Bragança torna-se pretendente ao trono de Portugal

24 de dezembro de 1779 – D. Maria I funda a Academia Real das Ciências

25 de dezembro de 1820 – Fim das primeiras eleições de deputados às cortes constituintes

26 de dezembro de 1846 – Materialização da fundação do Banco de Portugal

27 de dezembro de 1703 – Assinatura do Tratado de Methuen entre Portugal e Inglaterra

28 de dezembro de 1889 – Aclamação do rei D. Carlos I

29 de dezembro de 1864 – Publicação do primeiro número do Diário de Notícias

30 de dezembro de 1886 – Assinatura da Declaração Luso-Alemã relativa aos territórios no interior de África

31 de dezembro de 1836 – Promulgação do novo Código Administrativo por Passos Manuel

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Um ano na história de Portugal – lista de personalidades nascidas em dezembro

Personalidades portuguesas nascidas em dezembro

A lista de personalidades portuguesas nascidas em dezembro encontra-se discriminada abaixo, não pretendendo ser a lista das personalidades portuguesas mais relevantes.

Contudo, é certamente uma lista com muitos portugueses e portuguesas que ao longo dos últimos quase 900 anos se distinguiram nos mais diversos domínios da sociedade.

1 de dezembro de 1934 – Pedro Tamen

2 de dezembro de 1798 – António Luís de Seabra e Sousa

3 de dezembro de 1920 – Cruzeiro Seixas

4 de dezembro de 1711 – D. Maria Bárbara de Bragança

5 de dezembro de 1818 – Lourenço José Maria Boaventura de Almada Cyrne Peixoto

6 de dezembro de 1923 – Urbano Tavares Rodrigues

7 de dezembro de 1606 – António de Sousa Macedo

8 de dezembro de 1894 – Florbela Espanca

9 de dezembro de 1392 – D. Pedro, 1.º duque de Coimbra

10 de dezembro de 1971 – Carla Sacramento

11 de dezembro de 1908 – Manoel de Oliveira

12 de dezembro de 1948 – Marcelo Rebelo de Sousa

13 de dezembro de 1596 – António Luís de Meneses

14 de dezembro de 1955 – João Gil

15 de dezembro de 1813 – Manuel Maria da Silva Bruschy

16 de dezembro de 1973 – Mariza

17 de dezembro de 1734 – D. Maria I

18 de dezembro de 1887 – Artur Carlos de Barros Basto

19 de dezembro de 1924 – Alexandre O’Neill

20 de dezembro de 1928 – Fernando Farinha

21 de dezembro de 1939 – Carlos do Carmo

22 de dezembro de 1832 – Francisco Maria da Cunha

23 de dezembro de 1843 – D. José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos

24 de dezembro de 1953 – Ribeiro e Castro

25 de dezembro de 1920 – Artur Agostinho

26 de dezembro de 1809 – José Estêvão

27 de dezembro de 1852 – D. João Maria Gonçalves Zarco da Câmara

28 de dezembro de 1771 – João Domingos Bomtempo

29 de dezembro de 1938 – Manuela Eanes

30 de dezembro de 1861 – Paiva Couceiro

31 de dezembro de 1769 – Silvestre Pinheiro Ferreira

31 de dezembro de 1836

31 de dezembro de 1836

Neste dia, o Ministro do Reino, Passos Manuel, promulgou um novo Código Administrativo, no qual também tinha colaborado o seu irmão José da Silva Passos, e que se inspirava nas reformas iniciais de Mouzinho da Silveira.

Este documento preconizava uma filosofia democrática e descentralizadora da administração pública e vem na sequência do decreto publicado a 6 de novembro do mesmo ano e já referenciado neste blogue.

Personalidade nascida neste dia

No dia 31 de dezembro de 1769 nasceu o filósofo e político português, Silvestre Pinheiro Ferreira.

Nos primeiros anos da década de 1820 ocupou diversos cargos governamentais como os de ministro do Reino, ministro da Guerra ou ministro dos Negócios Estrangeiros.

No período entre 1810 e 1821 viveu no Brasil juntamente com a família real portuguesa durante as invasões napoleónicas ao território nacional.

Foi durante estes anos que estudou filosofia, tendo publicado em 1813 as suas Preleções Filosóficas, que são o resultado das lições de filosofia ministradas no Real Colégio de São Joaquim.

Morreu em Lisboa com 76 anos no dia 2 de julho de 1846.

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30 de dezembro de 1886

30 de dezembro de 1886

Neste dia Portugal assinou um declaração com a Alemanha para o reconhecimento da soberania portuguesa em Angola e Moçambique, cedendo algum território no sul de Angola.

Em anexo a esta declaração estava o designado “mapa cor-de-rosa”, que continha as zonas de soberania no interior de África.

A estratégia de Barros Gomes era conseguir o reconhecimento da soberania portuguesa nos territórios entre Angola e Moçambique.

Refira-se ainda que este entendimento luso-germânico fez com que Inglaterra invocasse a conferência de Berlim para o seu não reconhecimento.

Personalidade nascida neste dia

No dia 30 de dezembro de 1861 nasceu na capital de Portugal o grande monárquico Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro.

Foi um ilustre militar, administrador colonial e político, com um desempenho notável nas campanhas de ocupação colonial em Angola e Moçambique.

Também se notabilizou nas incursões monárquicas contra a primeira república, tendo inclusivamente presidido ao governo da Monarquia do Norte entre 19 de janeiro e 13 de fevereiro de 1919.

A defesa dos princípios do Integralismo Lusitano conduziu-o por diversas vezes ao exílio antes e depois do Estado Novo.

Morreu com 82 anos no dia 11 de fevereiro de 1944.

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29 de dezembro de 1864

29 de dezembro de 1864

Neste dia saiu o primeiro número do Diário de Notícias, jornal generalista de referência em Portugal.

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Foi fundado pelo jornalista e escritor Eduardo Coelho e pelo industrial tipográfico Tomás Quintino Antunes, 1.º conde de S. Marçal.

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A direção de Eduardo Coelho conferiu a este jornal nos primeiros 30 anos de vida um jornalismo moderno, informativo e independente.

É ainda de realçar a introdução de dois novos géneros jornalísticos, como são o editorial e a grande reportagem.

Personalidade nascida neste dia

A cidade de Almada viu nascer Maria Manuela Duarte Neto Portugal no dia 29 de dezembro de 1938.

Maria Manuela viria a ser a primeira-dama de Portugal entre 1976 e 1986 por estar casada com Ramalho Eanes.

É licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa, sendo também fundadora e presidente do Instituto de Apoio à Criança.

Manuela Eanes é responsável por ter introduzido uma nova forma de estar das primeiras-damas com uma atitude mais interventiva na vida pública e com uma participação social efetiva.

Foi agraciada em Portugal com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique no dia 23 de maio de 1997, tendo também diversas condecorações de outros países como o Vaticano, Espanha ou Bélgica, por exemplo.

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28 de dezembro de 1889

28 de dezembro de 1889

Neste dia D. Carlos I foi aclamado como rei de Portugal depois de ter subido ao trono no dia 19 de outubro de 1889 após a morte de seu pai, D. Luís I de Portugal.

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Iniciou-se assim o reinado daquele que viria a ser o penúltimo rei de Portugal.

Na cerimónia de aclamação esteve presente o seu tio-avô, D. Pedro II, imperador do Brasil, que estava exilado desde o dia 6 de dezembro.

Personalidade nascida neste dia

No dia 28 de dezembro de 1771 nasceu João Domingos Bomtempo, conhecido pianista clássico, compositor e pedagogo.

No início do século XIX decide ir para Paris onde são reconhecidas as suas qualidades de pianista e compositor.

Regressou definitivamente a Portugal com o constitucionalismo e é nomeado professor da rainha D. Maria II por D. Pedro IV.

A sua música, apesar da inegável qualidade, não é considerada de vanguarda, sendo mesmo menos moderna que a de Haydn, Mozart ou Beethoven.

Contudo, salienta-se que na sua obra é patente a defesa dos valores portugueses e da soberania da nação portuguesa.

Morreu no dia 18 de agosto de 1842.

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27 de dezembro de 1703

27 de dezembro de 1703

Neste dia foi assinado entre Portugal e Inglaterra o Tratado de Methuen.

O nome do tratado é o mesmo do diplomata inglês, John Methuen que, em representação da rainha Ana de Inglaterra, negociou com o embaixador português, D. Manuel Teles da Silva, marquês de Alegrete.

Com este tratado, Portugal comprometeu-se a consumir os têxteis britânicos e Inglaterra, em contrapartida, passou a comprar mais vinhos portugueses em detrimento dos franceses. Por ser este o seu conteúdo essencial, este tratado também ficou conhecido como o Tratado dos Panos e dos Vinhos.

Personalidade nascida neste dia

No dia 27 de dezembro de 1852 nasceu em Alcântara, Lisboa, o dramaturgo português, D. João Maria Gonçalves Zarco da Câmara.

Foi o primeiro português a ser nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, facto que ocorreu em 1901.

Era filho dos marqueses da Ribeira Grande, D. Francisco de Sales Gonçalves Zarco da Câmara e D. Ana da Piedade Brígida Senhorinha Francisca Máxima Gonzaga de Bragança Mello e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva Câmara.

A sua carreira profissional esteve centrada nas obras públicas ferroviárias, destacando-se a construção do ramal de Cáceres, das linhas de Sintra e Cascais e a chefia da Administração Central de Caminhos de Ferro.

Contudo, a escrita era a sua paixão e foi o drama histórico, D. Afonso VI, estreado no dia 13 de março de 1890 no Teatro Nacional D. Maria II, que lhe trouxe o êxito.

A sua obra prima é a comédia Os Velhos estreada no mesmo teatro no dia 11 de março de 1893, ou seja, três anos depois.

Tem muitas outras peças escritas, assim como participações em publicações periódicas.

Morreu no dia 2 de janeiro de 1908 na Rua da Junqueira em Alcântara.

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26 de dezembro de 1846

26 de dezembro de 1846

Neste dia foi materializada a criação do Banco de Portugal, cujo decreto tinha sido publicado no dia 19 de novembro e que obrigava à fusão do Banco de Lisboa com a Companhia Confiança.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 26 de dezembro de 1809 nasceu José Estêvão Coelho de Magalhães na cidade de Aveiro e que veio a ser um notável jornalista, político e parlamentar português.

Foi uma figura dominate na oposição de esquerda na Câmara dos Deputados no período entre 1836 e 1862.

Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra e foi um dos veteranos das guerras liberais.

As suas ideias muito radicais e a frontalidade com que as defendia na oposição levou-o a procurar algumas vezes refúgio fora do país, tendo inclusivamente vivido em Inglaterra e na ilha Terceira.

O jornal da imprensa liberal mais influente, A Revolução de Setembro, foi fundado por si.

Participou no desembarque do Mindelo e integrou exército rebelde que operava no Alentejo na Guerra da Patuleia.

Morreu em Lisboa no dia 4 de novembro de 1862.

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Os factos – parte I

O ano de 2015 está a terminar e Portugal prepara-se para iniciar mais um ciclo na escolha do seu chefe de Estado com as próximas eleições presidenciais, bastante concorridas, por sinal.

Contudo, quem conhece as minhas convicções monárquicas sabe que eu não fico particularmente entusiasmado com estas eleições, preferindo ao invés ter um chefe de Estado estável e que soubesse manter o rumo do País na grandeza que nos é inerente e que a história se encarrega de mostrar sem quaisquer equívocos.

Saliento que acompanho a minha vontade de viver numa monarquia com a análise de dados estatísticos que possam mostrar que sistema funciona melhor nos países, estando certo que não existe uma solução perfeita.

Neste sentido, procurarei trazer para este blogue algumas notas simples e rápidas de ler, mas que possam fazer-vos pensar um pouco mais na importância que tem a definição do regime certo num país para a felicidade dos seus cidadãos.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos, entidade independente na análise estatística social, publica regularmente algumas notícias que não devemos deixar de analisar. Senão vejamos a imagem seguinte:

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A convivência social é certamente considerado como um critério fundamental para uma sociedade coesa, unida e solidária e é confortante constatar que Portugal está na liderança nesta matéria.

Olhemos agora para os países imediatamente a seguir e constatamos facilmente que os cinco seguintes são regimes monárquicos constitucionais e que nos primeiros dez estão seis monarquias.

Serão coincidências ou teremos que acreditar, como disse Albert Einstein, que Deus não joga aos dados?

Efetivamente não me parece que estes dados sejam uma mera coincidência estatística, mas antes a perceção que determinados modelos podem criar melhores condições para que os indivíduos se relacionem mais e melhor numa atitude que privilegia o coletivo em detrimento do indivíduo.

25 de dezembro de 1820

25 de dezembro de 1820

Neste dia terminam as primeiras eleições em Portugal de deputados às cortes constituintes.

Este acontecimento, juntamente com a aprovação da Constituição de 1822, marcam o início da Monarquia Constitucional que, mantinha o poder real responsável pela defesa da soberania nacional, da representação política plena e da separação e independência dos poderes legislativo, executivo e judicial.

O Rei era o “Chefe de Estado”, nomeando o Presidente do Conselho de Ministros para chefe do governo. O poder legislativo pertencia às Cortes. O rei tinha o poder moderador, se bem que também de “direção formal de todos os negócios do Reino”, como se pode verificar nos discursos proferidos na abertura das Cortes em cada legislatura – “o discurso do trono”. Tinha ainda o poder da sancionar as leis aprovadas pelas cortes e o poder de veto.

Personalidade nascida neste dia

No dia de Natal do ano de 1920 nasceu em Lisboa o ator, jornalista, radialista e escritor, Artur Fernandes Agostinho.

Artur Agostinho começou por ser conhecido pelos seus relatos dos jogos de futebol aos microfones da Emissora Nacional de Radiodifusão.

Participou em diversos filmes como O Leão da Estrela (1947), Capas Negras (1947) ou O Tarzan do 5.º Esquerdo (1958), por exemplo.

Apresentou diversos programas de televisão e participou em diversas séries e telenovelas.

Foi agraciado com a comenda da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada no dia 28 de dezembro de 2010.

Morreu no dia 22 de março de 2011.

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