1 de dezembro de 1640

1 de dezembro de 1640

Neste dia Portugal reconquistou a sua independência perdida em 1580 para a Espanha, sendo conhecido como o Dia da Restauração.

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Nestes 60 anos Portugal foi como uma província espanhola, obrigada a custear as despesas do império espanhol que se encontrava em declínio.

Esta situação criou um sentimento crescente de revolta entre os portugueses e chegou um momento em que cerca de 40 nobres, designados de conjurados, começaram a reunir-se secretamente para organizar a melhor forma de derrotar o rei Filipe III de Portugal (IV de Espanha).

Havia também consenso face ao herdeiro legítimo do trono, que seria D. João, Duque de Bragança, neto de D. Catarina de Bragança, candidata ao trono em 1580.

Foi assim que no primeiro dia de dezembro de 1640 os nobres revoltosos convenceram D. João a aderir à conspiração e invadiram de surpresa o Palácio Real, prenderam a Duquesa de Mântua, vice-rei de Portugal desde 1634, e mataram Miguel de Vasconcelos, o seu Secretário de Estado.

O Duque de Bragança foi aclamado como rei de Portugal com o título de D. João IV e deu-se início à quarta dinastia, denominada de Bragança.

O tratado de paz definitivo entre Portugal e Espanha foi assinado em 1668 (Tratado de Lisboa).

Personalidade nascida neste dia

No dia 1 de dezembro de 1934 nasceu Pedro Mário Alles Tamen, poeta e tradutor literário português.

É licenciado em Direito e foi administrador da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1975 e 2000.

O seu livro de estreia foi Poema para Todos os Dias de 1956. Traduziu diversas obras literárias de Gabriel Garcia Marquez, Marcel Proust e Gustave Flaubert.

Recebeu diversos prémios literários destacando-se Prémio de Poesia Luís Miguel Nava em 2006 e o Prémio Literário Casino da Póvoa em 2011.

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25 de novembro de 1435

25 de novembro de 1435

Neste dia D. Duarte I, rei de Portugal, ratificou os tratados assinados (Tratado de Windsor) entre D. João I e os monarcas ingleses Ricardo II, Henrique IV e Henrique V.

O Tratado de Windsor entre Portugal e Inglaterra é a mais antiga aliança diplomática do mundo ainda em vigor e foi assinado depois da ajuda dos ingleses na vitória de Aljubarrota.

Personalidade nascida neste dia

No dia 25 de novembro de 1638 nasceu Catarina Henriqueta de Bragança, infanta de Portugal, princesa da Beira e mais tarde rainha consorte de Inglaterra e Escócia através do seu casamento com o rei Carlos II da casa de Stuart.

Era filha do rei D. João IV e da rainha D. Luisa de Gusmão.

Enquanto rainha consorte de Inglaterra nunca foi muito popular por ser católica, mas deixou para a posteridade a geleia de laranja, o hábito de beber chá e introduziu o uso dos talheres e do tabaco.

O seu casamento com Carlos II sempre foi tumultuoso porque o rei inglês era-lhe sistematicamente infiel. Acresce que, apesar de ter engravidado por diversas vezes, não conseguiu deixar descendência.

Regressou a Portugal alguns anos após ter enviuvado, tendo chegado a Lisboa no dia 20 de janeiro de 1693.

Morreu no último dia de 1705, tendo sido enterrada na Igreja dos Jerónimos. Mais tarde o seu corpo foi transladado para o Panteão dos Braganças.

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15 de novembro de 1656

15 de novembro de 1656

Neste dia D. Afonso VI é jurado e aclamado como rei de Portugal com 13 anos de idade.

O infante Afonso não estava destinado a governar, uma vez que o herdeiro ao trono era o seu irmão mais velho, Teodósio de Bragança, que vem a morrer no dia 13 de maio de 1653.

Com a morte de D. João IV, o infante Afonso fica como sucessor do trono, embora sem idade para governar e com capacidade mental duvidosa para reinar.

Apesar disto, foi aclamado como rei e a sua mãe, D. Luisa de Gusmão, assume a regência do reino.

O rei D. Afonso VI fica conhecido como O Vitorioso pelas inúmeras vitórias contra Espanha em diversas batalhas da Guerra da Restauração.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 15 de novembro de 1889 nasceu em Lisboa Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha, que veio a ser o último rei de Portugal, D. Manuel II.

D. Manuel II sucedeu ao seu pai, o rei D. Carlos I, depois do seu assassinato e do irmão mais velho, o príncipe D. Luís Filipe, no dia 1 de janeiro de 1908.

O seu reinado durou até ao dia 5 de outubro de 1910, ano de implantação da república, tendo vivido no exílio em Inglaterra.

Apesar de ter sido deposto e exilado, D. Manuel II, teve sempre um elevado sentido de patriotismo, evidenciado pelo seu testamento em 1915 legando todos os seus bens pessoais ao Estado Português para a fundação de um museu e dando nota da sua vontade de ser sepultado em Portugal.

Morreu tragicamente no dia 2 de julho de 1932 sufocado por um edema da glote, tendo um funeral com honras de Estado no dia 2 de agosto. Está sepultado no Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

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10 de novembro de 1799

10 de novembro de 1799

Neste dia consumou-se a união de duas grandes casas nobiliárquicas, Fronteira e Alorna, com o casamento de D. Leonor Benedita Maria de Oyenhausen de Almeida, 5.ª marquesa de Alorna, com D. João José Luis Mascarenhas Barreto, 6.º marquês de Fronteira.

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Atualmente, esta união está materializada com a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, pela mão de D. Fernando de Mascarenhas e que junta também a Casa de Távora.

Esta fundação tem uma vocação cultural que é consentânea com o seu passado histórico e com a sua contemporaneidade.

Personalidade nascida neste dia

No dia 10 de novembro de 1858 nasceu em Bronnbach – Alemanha, Aldegundes de Bragança, infanta de Portugal e condessa de Bardi. O seu nome completo era Aldegundes de Jesus Maria Francisca de Assis e de Paula Adelaide Eulália Leopoldina Carolina Micaela Rafaela Gabriela Gonzaga Inês Isabel Avelina Ana Estanislau Sofia Bernardina de Bragança e era a quinta filha de D. Miguel I, rei de Portugal.

Foi educada pela mãe num ambiente católico e conservador, tendo perdido o seu pai poucos dias depois de ter completado 8 anos. Casou-se com o príncipe Henrique de Bourbon-Parma, conde de Bardi, homem descrito como muito desagradável e que a tiranizava. Apesar disto, cuidou dele durante a sua invalidez e ficou viúva depois de quase 30 anos de casamento.

Refira-se que D. Aldegundes de Bragança foi, entre 1920 a 1928, “regente à revelia” de Portugal em nome do seu sobrinho-neto e pretendente ao trono, Duarte Nuno de Bragança, que tinha apenas 12 anos quando o seu pai, D. Miguel Januário de Bragança, renunciou aos seus direitos em favor do filho.

D. Aldegundes de Bragança foi a autora de um manifesto escrito em 1921, que delineava as metas da Casa Real para a restauração da monarquia em Portugal.

Morreu em Berna – Suiça aos 87 anos no dia 15 de abril de 1946.

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8 de novembro de 1893

8 de novembro de 1893

Neste dia casou-se em segundas núpcias Miguel Januário de Bragança, de seu nome completo Miguel Maria Carlos Egídio Constantino Gabriel Rafael Gonzaga Francisco de Paula e de Assis Januário de Bragança, com Maria Teresa de Lowenstein-Wertheim-Rosenberg.

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Deste casamento nasceram oito filhos, entre os quais Duarte Nuno de Bragança, pai de D. Duarte Pio, atual pretendente ao trono de Portugal.

Personalidade nascida neste dia

No dia 8 de novembro de 1899 nasceu em Torres Novas Vassalo e Silva, que veio a ser o último governador da Índia.

Foi um militar de carreira e foi feito oficial da Ordem Militar de Avis a 25 de fevereiro de 1928. Em 29 de setembro de 1951 foi elevado à condição de comendador da mesma ordem e no dia 4 de dezembro de 1958 foi agraciado com o título de Grande-Oficial. Foi ainda oficial da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial, condição que adquiriu no dia 2 de novembro de 1954.

Contrariando as ordens de Salazar rendeu-se juntamente com a guarnição de Goa, o que lhe valeu a expulsão das Forças Armadas. Foi readmitido depois do 25 de abril e em 1980 voltou a Goa por ocasião do IV Centenário de Camões.

Morreu em Lisboa no dia 11 de agosto de 1985.

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26 de outubro de 1823

26 de outubro de 1823

Neste dia, D. Miguel e D. Carlota Joaquina viram frustrado o seu projeto de conjuração para afastar D. João VI, prendê-lo em Vila Viçosa e substituí-lo no trono por D. Miguel.

Com efeito, D. Carlota Joaquina não aceitava muito bem o facto de ser descartada das decisões, tendo organizado um partido à sua volta com o objetivo de retirar as rédeas da governação ao príncipe regente. Contudo, esta conspiração foi descoberta e D. João VI, para evitar um escândalo público, resolve opor-se à prisão de D. Carlota Joaquina e prefere confinar-lhe os movimentos no Palácio de Queluz.

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Fica para a história o facto de D. Carlota Joaquina ser considerada por muitos a cabeça do partido absolutista que pretendia colocar no trono D. Miguel.

Personalidade nascida neste dia

No dia 26 de outubro 1802 nasceu no Palácio de Queluz Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo de Bragança e Bourbon, que viria a ser o rei D. Miguel I.

Reinou no período de 1828 a 1834 e foi pretendente ao trono entre 1834 e 1866. D. Miguel I era o terceiro filho varão do rei D. João VI de Portugal e de D. Carlota Joaquina de Bourbon e irmão mais novo do rei D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil.

A sua derrota nas guerras liberais tiveram como principal consequência ter sido despojado do seu estatuto de realeza e todos os seus descendentes ficaram para sempre excluídos da sucessão ao trono português e sob pena de morte se regressassem a Portugal. Esta lei de 19 de dezembro de 1834, conhecida como Lei do Banimento, foi revogada em 27 de maio de 1950 pela Assembleia Nacional, permitindo aos descendentes de D. Miguel I regressar a Portugal.

Após a sua derrota, D. Miguel I, exila-se primeiro em Itália, depois em Inglaterra e finalmente na Alemanha.

Morreu no dia 14 de novembro de 1866, depois de ter casado com a princesa Adelaide de Lowenstein-Wertheim-Rosenberg e ter tido seis filhas e um filho.

Desde 1967 está sepultado no Panteão dos Braganças juntamente com a sua mulher.

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13 de outubro de 1917

13 de outubro de 1917

Este dia é muito importante para a fé católica portuguesa porque é o dia do Milagre do Sol que foi testemunhado em Fátima por cerca de 70 mil pessoas (as estimativas variam entre trinta a quarenta mil até cem mil).

Durante este fenómeno, que durou cerca de 10 minutos, os três pastorinhos relataram ter visto Jesus, a Virgem Maia e S. José a abençoar as pessoas.

São muitas as tentativas para explicar o que aconteceu neste dia e como conseguiram os pastorinhos prever que algo se iria passar naquele dia.

Contudo, para a fé católica o milagre aconteceu e no dia 13 de outubro de 1930 a Igreja Católica oficializou a sua aceitação.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 13 de outubro de 1613 nasceu em Huelva D. Luísa Maria Francisca de Gusmão e Sandoval, que veio a ser a primeira rainha de Portugal da quarta dinastia pelo seu casamento com D. João, duque de Bragança (rei D. João IV).

Tinha ascendência portuguesa por via paterna (a sua avó era descendente de D. Afonso Henriques) e por via materna (a outra avó descendia de D. Afonso I de Bragança).

Foi regente do reino durante a menoridade de D. Afonso VI que foi aclamado como rei aos 13 anos no Paço da Ribeira em 15 de novembro de 1656.

Entre muitas outras iniciativas levadas a cabo na sua regência, destacou-se a aliança com Inglaterra assinada em 1666 que é, em grande parte, obra sua.

Morreu no dia 27 de fevereiro de 1666 e jaz sepultada no Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

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