22 de novembro de 1497

22 de novembro de 1497

Neste dia Vasco da Gama dobrou o Cabo da Boa Esperança a caminho da Índia no comando de uma expedição para descobrir o caminho marítimo para aquela paragem.

Esta expedição, confiada a Vasco da Gama pelo rei D. Manuel I de Portugal, zarpou de Belém no dia 8 de julho de 1497.

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Fez uma primeira paragem na Ilha de Santiago, escoltada por Bartolomeu Dias, que seguiu numa caravela com destino a Mina, no atual Gana.

A frota de Vasco da Gama chegou à Baía de Santa Helena, atual África do Sul ocidental, no dia 7 de novembro e fizeram uma escala para descansar, repor água e mantimentos.

Partiram desta baía no dia 16 de novembro e no dia 22 dobram o Cabo da Boa Esperança, repetindo o feito de Bartolomeu Dias.

Personalidade nascida neste dia

No dia 22 de novembro de 1966 nasceu em Lisboa Isabel Inês de Castro Curvello de Herédia, que é a mulher de D. Duarte Pio de Bragança, pretendente ao trono de Portugal.

D. Isabel de Herédia viveu entre Portugal e Angola até 1975, data a partir da qual a família se mudou para São Paulo no Brasil.

Licenciou-se em Administração de Empresas na Universidade Católica de São Paulo e casou com D. Duarte Pio de Bragança no dia 13 de maio de 1995 no Mosteiro dos Jerónimos.

É mãe de D. Afonso, príncipe da Beira, de D. Maria Francisca, infanta de Portugal e de D. Dinis, infante de Portugal e duque do Porto.

Desenvolve uma atividade ligada a causas sociais, designadamente de apoio a crianças desfavorecidas ou com problemas de saúde, sendo ainda Grã-Mestre da Ordem Real de Santa Isabel.

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21 de novembro de 1960

21 de novembro de 1960

Neste dia Portugal formaliza a sua adesão ao Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento  (BIRD) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O primeiro passou a ser uma das instituições do Banco Mundial, que fornece empréstimos para países em desenvolvimento.

Aliás, a origem do Banco Mundial está relacionada com a criação do BIRD conjuntamente com o FMI, sendo as presidências destas instituições divididas entre os Estados Unidos da América (Banco Mundial) e a Europa (FMI).

Personalidade nascida neste dia

Nasceu em Lisboa no dia 21 de novembro de 1857 Columbano Bordalo Pinheiro, pintor naturalista e realista português.

Era filho do escultor Manuel Maria Bordalo Pinheiro e o caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro era seu irmão.

Formou-se na Academia de Belas-Artes de Lisboa e rumou a Paris com uma bola de estudo custeada pelo rei-consorte D. Fernando II.

Juntou-se ao “Grupo do Leão”, que tencionava renovar a estética das composições na arte de Portugal.

Pintou retratos célebres de Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Teófilo Braga e Antero de Quental. Também ficaram famosos os Painéis dos Passos Perdidos no Palácio de São Bento.

Já no regime republicano foi nomeado Diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea, cargo do qual se demitiu em 1927.

Morreu em Lisboa no dia 6 de novembro de 1929, prestes a completar 72 anos.

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20 de novembro de 1511

20 de novembro de 1511

Neste dia naufragou a nau Frol de la mar, que navegava entre Malaca e Goa.

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Nesta nau seguia Afonso de Albuquerque e o valioso espólio da conquista de Malaca.

Apesar de ser considerada pouco segura, Afonso de Albuquerque resolveu utilizá-la pela sua grande capacidade como unidade de apoio para transportar o resultado da conquista de Malaca e presentear a corte de D. Manuel I.

Apesar do naufrágio, Afonso de Albuquerque salvou-se “em ciroulas e jaqueta” com o auxílio de uma jangada improvisada.

Esta embarcação continua a ser um dos tesouros perdidos da história mais míticos e cobiçados.

Robert Marx, caçador de tesouros norte-americano terá dito que este é
“(…) o barco mais rico desaparecido alguma vez no mar; com a certeza que a bordo tinham sido carregados 200 cofres de pedras preciosas; diamantes pequenos com a dimensão de meia polegada e com o tamanho de um punho os maiores“.

Personalidade nascida neste dia

No dia 20 de novembro de 1820 na cidade de Coimbra nasceu António de Serpa Pimentel, que foi um dos políticos portugueses mais importantes das últimas décadas do século XIX.

Foi militar de infantaria, tendo posteriormente ingressado na Universidade de Coimbra e doutorou-se em Matemática.

Nos diferentes cargos políticos que ocupou estão o de deputado, de conselheiro de Estado, de ministro e de líder do Partido Regenerador. Foi ainda Presidente do Conselho de Ministros no período de 14 de janeiro a 11 de outubro de 1890.

Foi ainda Vogal do Tribunal de Contas e administrador da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Morreu em Lisboa no dia 2 de março de 1900.

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A monarquia e a república

Muito se discutem as diferenças entre os sistemas republicanos e monárquicos que fico com a sensação que já muitos conhecem os argumentos apresentados por uns e outros.

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Contudo, há momentos que, pela sua oportunidade, são importantes para relembrar aquilo que move cada um dos apoiantes destas  formas diferentes de ser nação.

Neste sentido gostava de chamar a atenção para a discussão sobre o que é mais caro, a república ou a monarquia.

Na verdade, esta discussão tem uma importância relativa porque aquilo que é determinante para uma nação não tem preço, mas mesmo assim vale a pena analisar o problema.

Veja-se um dos aspetos que está relacionado com o encargo crescente que o Estado, ou seja, cada um de nós tem com os ex-presidentes da república.

A que propósito deve o Estado, ou seja, o cidadão, além do óbvio e natural reconhecimento pelo serviço público prestado por estes representantes da nação, continuar a custear despesas além da merecida reforma a que todos temos direito?

Numa época em que tanto se fala de transparência e da evidente necessidade de todos prestarmos contas das nossas obrigações, qual tem sido a mais-valia para Portugal do trabalho efetuado pelos três ex-presidentes da república que continuamos a financiar diariamente?

Numa monarquia, o chefe de Estado mantém-se em funções de forma permanente e contínua até que se concretize a sucessão.

Que força tem o argumento que o Presidente da República é eleito quando afinal o Estado continua a financiá-lo após o exercício das suas funções? Afinal, parece que temos um chefe de estado em exercício e vários chefes de estado eméritos.

Não me parece que seja uma boa solução.

Prefiro, e acredito que é melhor para todos nós, que o chefe de estado seja alguém que desde que nasce aprende a ser, a sentir, a compreender o que é ser português.

Finalmente, para aqueles que acham que o mundo se resume a critérios economicistas, a monarquia é mais barata que a república, apesar do destino de um País não ter preço.

19 de novembro de 1719

19 de novembro de 1719

Neste dia, D. José Pereira de Lacerda, bispo do Algarve, ascende em Roma a Cardeal do Sacro Colégio.

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Apesar desta distinção lhe ter sido concedida pelo papa Clemente XI, só recebeu o barrete cardinalício das mãos do papa Inocêncio XIII, entretanto eleito aquando da sua chegada a Roma para o Conclave de 1721.

Foi-lhe concedido o título de Santa Susana e ocupou-se das Congregações do Concílio, Imunidade, Índice, Indulgências e Sagradas Relíquias.

Personalidade mascida neste dia

No dia 19 de novembro de 1855 nasceu José Gonçalves de Guimarães Serôdio, 1.º conde de Sabrosa.

Este título nobiliárquico foi-lhe atribuído pelo rei D. Carlos I, por decreto de 15 de novembro de 1900.

Foi militar de carreira com a patente de Tenente-coronel. Prestou serviço na cidade de Lisboa como governador civil e foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica, de Espanha e feito cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz.

Era membro do Partido Regenerador, mas demitiu-se dos seus cargos, enquanto deputado, depois da implantação da república.

No dia 5 de outubro de 1910 transformou o seu palácio na praça do marquês de Pombal em hospital de sangue.

Morreu no seu palácio no dia 21 de outubro de 1937.

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18 de novembro de 1488

18 de novembro de 1488

Neste dia, o navegador português Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas, mais tarde designado Cabo da Boa Esperança, pelo rei D. João II, uma vez que ficava demonstrada a existência de um caminho alternativo para o comércio com o Oriente.

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O rei D. João II tinha atribuído a Bartolomeu Dias a difícil missão de procurar e estabelecer relações pacíficas com o lendário rei cristão africano Prestes João, além de ter ordens para explorar o litoral africano e encontrar uma rota para as Índias.

A expedição de Bartolomeu Dias, com duas caravelas de 50 toneladas e uma naveta auxiliar, atravessou o Cabo das Tormentas depois de passar pela angra dos Ilhéus (atual baía de Spencer), tendo enfrentado um temporal durante treze dias.

Depois da acalmia da tempestade, navegaram para leste e só encontraram mar. Foram então para norte e ao encontrarem a foz de um rio, Bartolomeu Dias deu conta que tinha passado pelo extremo sul de África.

Personalidade nascida neste dia

No dia 18 de novembro de 1871 nasceu em Lisboa o professor e político português, Manuel de Sousa da Câmara.

Formou-se em Agronomia, tendo sido Professor Catedrático e Diretor do Instituto Superior de Agronomia. A sua especialidade era o estudo dos fungos parasitas.Também foi sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa.

Na sua vida política ocupou lugares de deputado, senador, governador civil de Évora e Ministro da Agricultura.

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17 de novembro de 1717

17 de novembro de 1717

Neste dia iniciou-se a construção do Convento Nacional de Mafra por iniciativa de D. João V, cumprindo a promessa feita para a rainha D. Maria Ana de Áustria lhe dar descendência (princesa D. Maria Bárbara).

O estilo dominante deste monumento, classificado como Monumento Nacional em 1910, é o Barroco Joanino. Os arquitetos responsáveis por este monumento foram João Frederico Ludovice e Manuel Caetano de Sousa e o engenheiro foi Manuel da Maia.

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Começou por ser uma obra dimensionada para 13 frades da Ordem de São Francisco e terminou como uma obra para trezentos religiosos e palácio real.

Uma das caraterísticas principais deste convento são os seus dois carrilhões, constituídos por 98 sinos mandados fabricar em Antuérpia e Liège.

A biblioteca é o seu maior tesouro, com mais de 36000 livros com encadernações em couro e gravadas a ouro, incluindo uma segunda edição d’Os Lusíadas, de Luís de Camões, todos colocados em estantes de estilo rococó.

Personalidade nascida neste dia

No dia 17 de novembro de 1433 nasceu D. Fernando, Infante de Portugal, 2.º Duque de Viseu, 2.º Senhor da Covilhã, 1.º Duque de Beja, 1.º Senhor de Moura e 6.º Condestável de Portugal.

O infante D. Fernando era o segundo filho de D. Duarte I, rei de Portugal, e de Leonor de Aragão. Era irmão do rei de Portugal, D. Afonso V, e foi um militar exímio, aventureiro e navegador português.

Casou com a sua prima, Beatriz de Portugal, com quem teve nove filhos, embora apenas cinco tenham chegado à idade adulta.

Morreu no dia 18 de setembro de 1470 e está sepultado no Mosteiro das Religiosas da Conceição, fundado em Beja pela sua mulher.

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16 de novembro de 1989

16 de novembro de 1989

Neste dia Portugal assume pela primeira vez a presidência do Conselho da Europa, organização internacional fundada em 5 de maio de 1949. É a instituição europeia mais antiga em funcionamento, sendo os seus propósitos a defesa dos direitos humanos, o desenvolvimento democrático e a estabilidade político-social na Europa.

Pertencem a esta instituição a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Atualmente são 47 os Estados membros, incluindo os 28 da União Europeia, englobando cerca de 800 milhões de pessoas.

A adesão de Portugal ao Conselho da Europa aconteceu no dia 22 de setembro de 1976.

Personalidade nascida neste dia

No dia 16 de novembro de 1922 nasceu na Azinhaga, concelho da Golegã, aquele que viria a ser prémio Nobel da Literatura, José de Sousa Saramago.

Foi escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista, teatrólogo, ensaísta e poeta.

Além do prémio Nobel da Literatura atríbuido em 1998, recebeu em 1995 o Prémio Camões. Também foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada em 24 de agosto de 1985, tendo a 3 de dezembro de 1998 sido elevado a Grande-Colar da mesma ordem, uma honra que está reservada apenas a chefes de Estado.

A sua vasta obra, traduzida em muitas línguas, tem romances como O Memorial do Convento ou O Evangelho segundo Jesus Cristo.

Foi um grande opositor da igreja católica e comunista assumido com atividade política.

Morreu com 87 anos no dia 18 de junho de 2010.

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15 de novembro de 1656

15 de novembro de 1656

Neste dia D. Afonso VI é jurado e aclamado como rei de Portugal com 13 anos de idade.

O infante Afonso não estava destinado a governar, uma vez que o herdeiro ao trono era o seu irmão mais velho, Teodósio de Bragança, que vem a morrer no dia 13 de maio de 1653.

Com a morte de D. João IV, o infante Afonso fica como sucessor do trono, embora sem idade para governar e com capacidade mental duvidosa para reinar.

Apesar disto, foi aclamado como rei e a sua mãe, D. Luisa de Gusmão, assume a regência do reino.

O rei D. Afonso VI fica conhecido como O Vitorioso pelas inúmeras vitórias contra Espanha em diversas batalhas da Guerra da Restauração.

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Personalidade nascida neste dia

No dia 15 de novembro de 1889 nasceu em Lisboa Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha, que veio a ser o último rei de Portugal, D. Manuel II.

D. Manuel II sucedeu ao seu pai, o rei D. Carlos I, depois do seu assassinato e do irmão mais velho, o príncipe D. Luís Filipe, no dia 1 de janeiro de 1908.

O seu reinado durou até ao dia 5 de outubro de 1910, ano de implantação da república, tendo vivido no exílio em Inglaterra.

Apesar de ter sido deposto e exilado, D. Manuel II, teve sempre um elevado sentido de patriotismo, evidenciado pelo seu testamento em 1915 legando todos os seus bens pessoais ao Estado Português para a fundação de um museu e dando nota da sua vontade de ser sepultado em Portugal.

Morreu tragicamente no dia 2 de julho de 1932 sufocado por um edema da glote, tendo um funeral com honras de Estado no dia 2 de agosto. Está sepultado no Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

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14 de novembro de 1755

14 de novembro de 1755

Neste dia é publicado o alvará que manda reconstruir a Ribeira das Naus depois da sua destruição quase completa após o terramoto de 1755.

Refira-se que a Ribeira das Naus era o centro privilegiado de construção naval desde o reinado de D. Afonso V, em meados do século XV.

Ribeira das Naus (Idade Média)[2]

A sua reconstrução foi da responsabilidade de Eugénio dos Santos e teve início efetivo em 1759, dando origem a um complexo denominado Arsenal da Ribeira das Naus.

A título de exemplo transcreve-se o que escrevia Paulo Sande no século XVI sobre este local:

“Ocupa a Ribeira das Naus um espaço vastíssimo (…). Constrói-se ali (…) essas grandes naus e galeões que abriram a navegação da Índia (…). Diz-se que a construção de cada uma dessas naus custa vinte mil cruzados. (…) É admirável aqui, na verdade, a abundância de tudo o que é necessário para abastecer a armada, pois não falta grande quantidade de mastros, vergas e calabares muito ensebados e compridos; toda a sorte de pez e alcatrão; nem a arte de amolecer o ferro e o aço(…).”

Personalidade nascida neste dia 

No dia 14 de novembro de 1839 nasceu no Porto aquele que viria a ser um dos melhores escritores portugueses, Joaquim Guilherme Gomes Coelho, mais conhecido pelo pseudónimo de Júlio Dinis.

Além de escritor, foi médico e professor. Teve uma vida muito curta, fruto da sua saúde muito débil por força da tuberculose que sofria e que tinha também vitimado a sua mãe e foi a causa de morte dos seus oito irmãos.

Contudo, ainda publicou algumas obras, designadamente “Uma Família Inglesa”, “As Pupilas do Senhor Reitor”, “A Morgadinha dos Canaviais” e “Os Fidalgos da Casa Mourisca”.

Ficou conhecido pelo «suave e terno romancista português, cronista de afetos puros, paixões simples, prosa limpa», considerado um escritor de transição entre o romantismo e o realismo.

Morreu no dia 12 de setembro de 1871 antes de completar 32 anos.

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