Referências

Tenho um péssimo sentido de orientação. Aliás, a única vez que fiz testes psicotécnicos, talvez com 15 anos, o ponto mais fraco identificado foi a visualização abstrata no espaço, o que é coincidente com as minhas dificuldades de orientação geográfica.

Por esta razão, as referências geográficas são fundamentais para mim, ou melhor, eram porque atualmente não dispenso a utilização de um GPS.

No entanto, não é destas referências que vos quero falar, embora também me indiquem o Norte, que não é o magnético, nem o geográfico, mas sim o Norte da nossa vida.

E que referências são estas? Podem ser pessoas, ideias, livros, filmes ou até músicas, por exemplo. Mas o meu objetivo é centrar-me nas pessoas que podem constituir um referencial para nós, que podem num ou mais momentos da nossa vida fazer a diferença.

Em regra, as primeiras referências são os nossos pais e eu não fujo a esta regra. Tudo o que aprendi com o meu pai e continuo a aprender com a minha mãe constituem o livro de ensinamentos mais importantes que me acompanham, são um conjunto de princípios de vida, são mesmo as minhas leis. E é muito bom que assim seja!.

Contudo, sendo estas as mais importantes, as minhas não se esgotam nos meus progenitores, alargando-se a algumas pessoas com as quais me fui cruzando na vida, presencialmente ou não.

De facto, podemos ter como referências personalidades que, pela obra produzida, conquistaram a imortalidade e continuam a ser admiradas, apesar de já não conviverem connosco neste espaço terreno.

Num outro plano, que para mim é ainda mais importante, estão aquelas pessoas que tivemos o privilégio de ter à nossa frente, de ouvir o que tinham para dizer, de beber a sabedoria que partilharam connosco. Nestas pessoas posso incluir, por exemplo, um professor, um amigo mais velho ou alguém que me dirigiu profissionalmente.

Desde muito cedo que coleciono referências e, no meu caso, é uma coleção que considero muito rica. É uma coleção que tenho vindo a preencher e que, apesar de muito provavelmente já ter vivido mais de metade da minha vida, continuo a achar que não está completa.

A verdade é que continuo à procura de mais referências numa ótica de melhoria contínua. Estou certo que muitas das minhas referências sabem que têm esse estatuto mesmo que eu não o tenha afirmado explicitamente.

Exorto todos aqueles que cruzarem as suas vidas com este texto a refletir sobre quem são as suas referências e em que momentos da vida esse estatuto se revelou.

A tomada de consciência da existência de referências leva-nos a que, em momentos dificeis, possamos ponderar as nossas decisões bebendo a sabedoria encerrada nessas pessoas.

Valorizem, usem e abusem das vossas referências. É certamente um elogio para elas!

P.S. – Propositadamente não desenvolvi o papel daquelas a que apelido de “referências negativas”, mas tenhamos consciência que até estas podem influenciar-nos em tudo aquilo que não devemos fazer.

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