Um novo paradigma?

Hoje adquiri o primeiro livro do Adolfo Mesquita Nunes intitulado “A grande escolha – mundo global ou países fechados?”, uma vez que este é um tema que me interessa há algum tempo como já partilhei aqui neste blogue.

Ao ler a contracapa constata-se que o autor é apologista de um mundo global, ficando para a leitura do conteúdo desta obra o conhecimento da estratégia para se atingir este fim.

Contudo, posso desde já afirmar que há um primeiro passo que me aproxima da visão do autor que é a preferência por uma solução de um mundo global. Com efeito, no meu artigo sobre a possibilidade de uma sociedade das nações explano a necessidade de revermos a organização atualmente existente baseada nas soberanias nacionais para outra que seja mais globalizante e mais representativa do ideal de uma Humanidade una, nomeadamente em matérias de cariz claramente global.

É um facto que O Homem está novamente a investir na exploração espacial de forma mais incisiva, estando a ser preparadas novas missões à Lua, designadamente com o intuito de preparar uma missão ainda mais importante que é a primeira viagem tripulada ao planeta Marte com o objetivo de avaliar a possibilidade de constituirmos a primeira colónia de humanos fora do nosso planeta azul.

Este é um passo muito importante, como defendeu Stephen Hawing, para a sobrevivência da Humanidade e como coloca também como uma possibilidade relevante o filósofo Toby Ord da Universidade de Oxford no seu livro “The precipice”.

A tudo isto, acresce a necessidade de transformarmos a crise em que vivemos numa oportunidade, uma vez que tem sido evidente para todos que uma pandemia não se resolve de forma eficaz e eficiente com estratégias nacionais, que são muitas vezes desarticuladas.

Etimologicamente pandemia é uma palavra que vem do grego antigo e que significa o povo inteiro, parecendo óbvio que não é possível resolver o problema de um povo inteiro com uma multitude de estratégias alicerçadas nas soberanias nacionais.

Ora, este caminho para a globalização tem que começar a ser feito, especialmente na resolução destes assuntos que afetam o povo inteiro como são a pandemia ou as alterações climáticas, por exemplo.

Vejamos outro exemplo: o século XX viveu duas guerras mundiais e a resposta foi a criação de um conjunto de organizações internacionais com o intuito de prevenir a ocorrência de outros conflitos bélicos de nível global, ou seja, uma resposta global para um problema global. O resultado desta estratégia são organizações como as Nações Unidas ou a Organização Mundial da Saúde, mas cujas premissas para a sua criação não são mais válidas.

Como já referi, avizinha-se que nas próximas décadas a Humanidade faça um investimento muito significativo na exploração espacial e, como tal, será o “povo inteiro” que se apresentará no espaço, ou seja, mais uma vez menorizando a importância das soberanias nacionais e maximizando a importância das ações globais.

Ainda sem saber qual é o detalhe da visão de Adolfo Mesquita Nunes, deixo claro que a menor importância das soberanias nacionais deve ser apenas para assuntos globais, não acreditando, nem desejando que se percam de forma significativa as identidades culturais de cada povo como parte integrante do “povo inteiro”.

A minha mensagem é para que saibamos ver mais além, que saibamos entender que o planeta Terra é a casa da Humanidade e de mais cerca de 9 milhões de outras espécies e cabe-nos a obrigação de garantir que esta casa continua a ser habitável, sem prejuízo de alguns de nós se poderem aventurar por outras paragens em representação de todos os outros que cá ficarem.

Different views , Different Continents…..ONE WORLD!

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